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Geral A maior fonte de dívida dos brasileiros é o cartão de crédito, com 86,6%

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Os números de janeiro mostram que 79,2% das famílias com renda até três salários mínimos estavam endividadas. (Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado)

Os principais bancos divulgaram balanços do quarto trimestre com taxas de inadimplência em alta e fortes aumentos de provisões para possíveis calotes, um sinal de cautela com o crédito neste começo de 2023, que começa com nível recorde de endividamento das famílias. A maior fonte de dívida dos brasileiros é o cartão de crédito, com 86,6% dos passivos, mostra um levantamento da Deep Center.

O estudo da empresa de análise de dados mostra que para dívidas vencidas há pouco tempo, menos de um mês, há até uma alta disposição das pessoas para quitarem seus débitos. Mas se a dívida – ou parcela da dívida venceu há mais de seis meses, a probabilidade de pagamento é de apenas 5%.

Para atrasos de até 30 dias, o estudo revelou uma chance de 68% de pagamento da dívida pelos brasileiros. A pesquisa mostra ainda que o valor médio de uma dívida no Brasil é de R$ 4.493,90. Em relação ao perfil dos inadimplentes, pessoas de 26 anos a 40 anos representam parcela importante, com 34,8% dos endividados. E o endividamento das pessoas está em nível recorde, com 77,9% das famílias brasileiras endividadas, segundo a pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A maior fonte de dívida das pessoas é o cartão de crédito, com 86,6% dos passivos, mostra a pesquisa da Deep Center.

A maior fonte de dívida das pessoas é o cartão de crédito, com 86,6% dos passivos, mostra o Deep Center. Depois são os tradicionais carnês de lojas, com 19% do total. Nas demais linhas, financiamento de carro tem 10,4%, crédito pessoal, 9%; financiamento de casa, 8,1%; crédito consignado, 5,5%; e cheque especial representa 5,4%. Em dezembro, haviam 69,43 milhões de pessoas com nome restrito, segundo o Serasa.

Pesquisa

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic) da CNC conta, a partir de fevereiro, com informações detalhadas sobre endividamento e inadimplência em relação às faixas de renda. Agora, os dados possuem quatro categorias: famílias que ganham menos de três salários mínimos, de três a cinco salários, de cinco a dez e a acima de dez salários mínimos. O objetivo dos novos recortes da pesquisa, apurada mensalmente pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), é ampliar os conhecimentos sobre a percepção dos consumidores quanto ao uso do crédito e à capacidade de pagamento.

Para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, “esse é um avanço significativo na compreensão do cenário econômico proporcionado pela pesquisa, para que os empresários do setor terciário possam planejar seus empreendimentos com eficiência”.

Os números de janeiro mostram que 79,2% das famílias com renda até três salários mínimos estavam endividadas, número maior do que o índice geral, que ficou em 78% (mesmo valor de dezembro). Na comparação com o mesmo mês do ano passado, o número de famílias endividadas aumentou nos dois extremos sociais, tanto entre aquelas que têm menores rendimentos quanto as que ganham mais de dez salários mínimos: 2,7 e 3,2 pontos percentuais, respectivamente.

Conforme a economista da CNC responsável pela pesquisa, Izis Ferreira, o nível geral de endividamento vem perdendo fôlego desde novembro. Em relação a janeiro de 2022, embora a proporção de famílias com dívidas tenha avançado 1,9 ponto percentual, a taxa anual está em desaceleração contínua desde meados de 2022. “O cenário econômico como um todo, incluindo o desempenho positivo do mercado de trabalho, as políticas de transferência de renda e a inflação mais moderada são fatores que explicam o freio no endividamento, nos últimos meses”, explica ela. “Na prática, essas três condições ampliaram a renda disponível”, avalia a economista. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo e da CNC.

 

 

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