Terça-feira, 14 de Julho de 2020

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Política A militante Sara Winter é expulsa do DEM

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Ex-feminista, Sara Winter tornou-se bolsonarista e está acampada em frente ao Congresso Nacional com outros militantes de extrema direita. (Foto: Reprodução/Twitter)

A direção nacional do DEM decidiu na manhã desta terça-feira (2), expulsar de forma sumária do partido a militante de extrema direita Sara Fernanda Giromini, mais conhecida como Sara Winter. Em nota, o presidente da sigla, Antonio Carlos Magalhães Neto, que é prefeito de Salvador (BA), disse que o partido repudia “de forma veemente” quaisquer atos de violência ou atentatório às instituições brasileiras.

A resolução partidária justifica a decisão pelo envolvimento da ativista em movimentos radicais contra o Estado de Direito e o regime democrático. “Aplicar à filiada Sara Fernanda Giromini a medida disciplinar de expulsão com cancelamento de filiação partidária ante o cometimento de infração estatutária de natureza grave”, determina.

Sara Winter está entre os 20 alvos da operação da Polícia Federal (PF) realizada no dia 27 e determinada pelo ministro do STF Alexandre Moraes no inquérito que apura ameaças, ofensas e disseminação de fake news contra integrantes da Corte e seus familiares. Depois da ação da PF, a militante gravou um vídeo no qual disse que iria “infernizar” a vida do ministro do STF.

O governador de São Paulo,João Doria (PSDB), por meio de seu advogado Fernando José da Costa, apresentou ontem uma notícia crime para pedir a instauração de de inquérito policial com objetivo de apurar supostos crimes de difamação e uma ameaça feita por Sara Winter contra o tucano no Twitter. No pedido assinado por Costa, há menção do apelido escolhido pela militante coincidir com o nome da Sarah Winter Taylor, uma espiã nazista do século 20.

Ex-feminista, Sara Winter tornou-se bolsonarista e está acampada em frente ao Congresso Nacional com outros militantes de extrema direita. Ela faz parte do grupo que lidera o chamado movimento “300 do Brasil”.

Manifestação

Intitulado “300 do Brasil”, o movimento liderado pela blogueira Sara Winter, investigada no inquérito contra fake news que tramita no STF, não reuniu nem 30 pessoas durante protesto realizado em Brasília na madrugada de domingo (31).

Com máscaras (teve até a do personagem Jason, da franquia de terror), tochas e roupas pretas, os manifestantes pró-Bolsonaro (alguns com a bandeira brasileira nas costas) marcharam pela Esplanada e se posicionaram em frente ao Supremo com uma faixa escrita “300” (ao contrário). O alvo foi o ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito das fake news.

Em relação ao nome, atribui-se à referência ao filme “Os 300 de Esparta”, inspirado pela famosa batalha de Termópilas, entre gregos e persas, durante as chamadas Guerras Médicas.

Entre as palavras de ordem, os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro gritavam “Viemos cobrar, o STF não vai nos calar”, “Ministro covarde, queremos liberdade” e “Careca drogado, Alexandre descarado”.

O ex-ministro da Justiça Sérgio Moro usou as redes sociais para criticar o protesto. “Tão loucos mas, ainda bem, tão poucos. O único inverno chegando é o das quatro estações”, escreveu Moro.

A mensagem do ex-ministro foi publicada no mesmo dia em que um novo protesto ocorreu na Praça dos Três Poderes, em Brasília, onde fica a sede do Supremo. Manifestantes ocupavam a Esplanada dos Ministérios em carreata e carregavam faixas contra o que consideram “censura” do STF. Alguns também defendiam a intervenção militar.

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