Quinta-feira, 02 de Julho de 2020

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Ciência Nasa diz estar perto de anunciar vida em Marte

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Em julho do ano que vem, a Nasa planeja enviar mais uma sonda ao planeta, a "Mars 2020". (Foto: Reprodução de internet)

Jim Green, cientista-chefe da Nasa, a agência espacial americana, afirmou em entrevista para o The Telegraph, que a agência está perto de fazer anúncios sobre vida em Marte. Green prevê que a descoberta deve acontecer em algum momento nos próximos dois anos.

“Será revolucionário. Será como quando Copérnico disse ‘não, nós giramos em torno do Sol’. Completamente revolucionário. Vai começar uma nova linha de pensamento. Eu não acho que estamos preparados para os resultados. Não estamos”, afirmou Green.

Em julho do ano que vem, a Nasa planeja enviar mais uma sonda ao planeta, a “Mars 2020”. A previsão é de que ela tenha sucesso na busca por vida no Planeta Vermelho. Essa missão terá um custo estimado de US$2 bilhões, aproximadamente R$ 8 bilhões.

Além dela, a ESA (Agência Espacial Europeia), também enviará uma sonda ao planeta. A “ExoMars” está programada para chegar em Marte nos primeiros meses de 2021. Jim Green garante que as duas missões vão proporcionar uma “ótima oportunidade de encontrar vida”, e afirma que “nunca fomos tão longe” dentro do planeta.

Em junho de 2018, a Nasa anunciou ter encontrado indícios de vida antiga em Marte. Na época, moléculas orgânicas foram encontradas em rochas sedimentares de três bilhões de anos perto da superfície do Planeta Vermelho. Infelizmente, teremos que aguardar mais um pouco para descobrir o que a “Mars 2020” vai encontrar em Marte.

Híbridos

Na astronomia, os centauros existem e serão estudados de perto pela Nasa a partir do próximo ano. Eles recebem esse nome porque são objetos híbridos – eles têm ao mesmo tempo características de cometas e de asteroides. Essas rochas têm intrigado cientistas há bastante tempo, pois pouco se sabe sobre elas, já que nenhuma sonda jamais “viu” um centauro.

Ainda assim, os astrônomos acreditam que esses corpos celestes podem trazer novas informações sobre a origem do Sistema Solar. Por isso, a Nasa está propondo duas missões para a próxima década, com o objetivo de investigar esses corpos celestes que ficam em uma órbita entre Júpiter e Netuno. Uma das missões se chama Centaurus, e a outra Chimera.

Essas missões devem acontecer por meio do Programa Discovery da agência, que desenvolve missões de exploração robótica de baixo custo – cerca de US$ 500 milhões, sem contar com o veículo de lançamento e o custo das operações da missão.

Esses estranhos objetos provavelmente nasceram perto de Júpiter e Saturno, mas eles passam grande parte do tempo no Cinturão de Kuiper, o anel de corpos gelados além da órbita de Netuno. Os cientistas consideram que um conjunto de forças gravitacionais enviou os centauros para lá há muito tempo, e outro conjunto os devolveu para mais perto do Sol nos últimos milhões de anos. Centauros têm órbitas instáveis, e portanto não permanecem por muito tempo no mesmo lugar.

De acordo com Alan Stern, líder do programa Centaurus, “podemos pensar nos centauros como emissários do Cinturão de Kuiper”. Por isso, missões para investigar os centauros são também um modo de começar a pesquisar essa região – e explorar o Cinturão de Kuiper é uma prioridade para os pesquisadores que tentam entender como o Sistema Solar se formou e evoluiu.

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