Terça-feira, 26 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 5 de outubro de 2020
A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, anunciou nessa segunda-feira (5) o fim das restrições ordenadas em Auckland para frear uma segunda onda da epidemia de covid-19. Ela disse ainda que seu país “venceu novamente o vírus”.
“Os habitantes de Auckland e os neozelandeses se submeteram a um plano que funcionou duas vezes e venceram o vírus novamente”, disse Ardern.
Há 12 dias a maior cidade do país não registra novos casos de covid-19. A chefe do governo afirmou que a epidemia está sob controle e elogiou os habitantes que “precisaram enfrentar um novo confinamento”.
Ardern anunciou ainda que, a partir desta quarta-feira (7), Auckland passará ao nível 1 de alerta sanitário, o mesmo em vigor no restante do país. Isto significa o fim das restrições para reuniões públicas e eventos esportivos – como o campeonato de Rugby, esporte popular no país.
Primeira onda
A primeira onda de coronavírus foi contida no fim de maio com um confinamento nacional, depois disso, o arquipélago chegou a registrar 102 dias sem transmissões comunitárias – aquelas que acontecem internamente, sem considerar casos importados.
Em agosto, as autoridades detectaram um novo foco da doença em Auckland, o que levou o governo a ordenar um novo confinamento que afetou 1,5 milhão de habitantes. As restrições mais severas duraram três semanas.
O arquipélago do Pacífico Sul, que tem cinco milhões de habitantes, registrou apenas 25 mortes por covid-19 e menos de 1,9 mil casos. Nessa segunda-feira o país tinha apenas 40 casos ativos de coronavírus.
Ainda assim, a primeira-ministra pediu aos neozelandeses que permaneçam em alerta e lamentou o uso cada vez menor do aplicativo oficial de rastreamento de covid-19, assim como a queda no número de testes.
Recessão na Austrália
A Austrália entrou em sua primeira recessão desde 1991 com a contração da economia em 7% durante o segundo trimestre de 2020 devido à pandemia da covid-19, de acordo com os números oficiais.
Apesar das grandes ajudas públicas, a desaceleração da economia mundial e as drásticas restrições para lutar contra a propagação do coronavírus no país acabaram com quase três décadas de crescimento, que não parou nem durante a crise financeira mundial de 2008.
Esta é maior contração trimestral registrada na história do país, de acordo com o Escritório Australiano de Estatísticas (ABS).
Michael Smedes, alto funcionário do ABS, explicou que a pandemia e as medidas adotadas para combater o coronavírus provocaram a contração “sem precedentes”.
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