Quinta-feira, 21 de maio de 2026
Por Flavio Pereira | 21 de maio de 2026
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
Ainda não foi desta vez que se votou a proposta da Securitização das dívidas rurais no Senado. A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) adiou novamente ontem, a votação do projeto que cria uma linha especial de financiamento para produtores rurais afetados por eventos climáticos ou impactos econômicos de conflitos geopolíticos.
O presidente da comissão e relator da proposta, senador Renan Calheiros (MDB-AL), da base do governo Lula, informou na abertura da reunião que decidiu retirar o projeto de lei (PL 5.122/23) da pauta após pedido de nova rodada de negociação feito pelo Ministério da Fazenda. Mais uma vez.
Ao anunciar o adiamento, Renan informou que o governo procurou parlamentares para buscar convergência em torno do texto. Segundo ele, houve novas alterações no relatório para acolhimento de emendas e, posteriormente, um pedido de diálogo por parte da equipe econômica.
Renan Calheiros avisou ontem, que uma reunião foi marcada no Ministério da Fazenda e disse que, na condição de relator, optou por aceitar o pedido de negociação.
— Nós estamos transferindo essa votação para após a reunião com o ministro da Fazenda — declarou.
O Desenrola dos partidos segue com rapidez no Congresso
O pacote de benesses para partidos políticos enrolados com dividas ou suspensão do uso do Fundo Partidário, aprovado pela Câmara dos Deputados autoriza por exemplo, o parcelamento em até 15 anos de multas, algo nunca concedido a um eleitor comum. O Projeto de Lei também estabelece um teto de R$ 30 mil para multas decorrentes da desaprovação de contas. Além disso, o julgamento desses casos poderá ser extinto após três anos, caso não seja concluído nesse período. E os diretórios que estejam inaptos continuarão a ter acesso ao Fundo Partidário e não precisarão mais devolver os valores se comprovarem que usaram os recursos dentro da lei. A pressa com como o projeto foi votado e aprovado, deixa claro eu, quando se torna de defesa dos seus interesses, a classe política age com rapidez , esquecendo as rivalidades partidárias. Agora o projeto segue para o Senado onde naturalmente será aprovado.
Zucco apresenta projeto para acelerar reconstrução e prevenção climática
Foi protocolado na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei 2485/2026, que cria um regime jurídico excepcional para acelerar obras de reconstrução e prevenção em municípios atingidos por tragédias climáticas. Autor da proposta, o deputado federal Luciano Zucco (PL) disse ontem que um dos objetivos, será assegurar a flexibilização temporária de procedimentos licitatórios e administrativos para permitir respostas mais rápidas diante de enchentes, deslizamentos, secas severas, ciclones e outros eventos extremos.
A movimentação ocorre em meio ao aumento das preocupações com a possibilidade de formação de um novo super El Niño, fenômeno que historicamente amplia os riscos de chuvas extremas no Sul do país.
Acredite: Caderneta da Gestante do governo Lula sugere aborto e substitui “mãe” por pessoas que gestam”.
Quem imaginava que já viu de tudo nesse governo, não perde por esperar. Agora, o Ministério da Saúde lançou uma nova versão da Caderneta da Gestante, que conta agora, além da versão em papel, com uma possibilidade de acesso virtual por meio do aplicativo Meu SUS Digital. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que apresenta o novo documento no Instagram, conta como a novidade tecnológica pode ser benéfica caso a mulher entre em trabalho de parto e não tenha a caderneta física em mãos. Mas nova Caderneta da Gestante traz “novidades” bastante preocupantes, segundo alguns médicos. Pela primeira vez, um documento voltado ao pré-natal passa a incluir um capítulo com informações sobre aborto. A nova versão também substitui os termos “mulher” e “mãe” por expressões como “pessoas que gestam” e ainda cita questões sobre a violência obstétrica de maneira incorreta, no entender dos especialistas. Mas tudo isso é normal, quando se trata de um governo de esquerda.
Febraban e entidades financeiras defendem independência do Banco Central
Os novos ataques do governo à independência do Banco Central levaram a Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) e entidades representativas do sistema financeiro, entre elas a ABBC (Associação Brasileira de Bancos), divulgaram ontem uma manifestação conjunta em apoio ao presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e à defesa da autonomia financeira e orçamentária da instituição. A PEC do Banco Central está empacada no Senado e, nesta quarta-feira, houve pedido de vista na CCJ, o que deve atrasar ainda mais a tramitação.
O manifesto é assinado por 14 entidades dos setores financeiro, bancário, de pagamentos, fintechs e criptoeconomia. No texto, as associações afirmam reconhecer a “urgente necessidade” de reforço no orçamento e no quadro de pessoal do Banco Central para que o órgão consiga manter as atividades de regulação, supervisão e fiscalização diante da expansão e da crescente complexidade do sistema financeiro brasileiro, “que a cada dia se torna ainda maior e mais complexo, com a incorporação de novas modalidades de negócios, de novos modelos de instituições financeiras, além das exigências também crescentes no emprego de modernas tecnologias”.
Osmar Terra aprova projeto que aumenta penas para crimes contra crianças e adolescentes
O Projeto de Lei 3066/25, de autoria do deputado federal Osmar Terra (PL) que aumenta as penas para vários crimes de natureza sexual previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), classificando-os como hediondos, foi aprovado terça-feira (19) pelo plenário da Câmara. O texto vai agora para apreciação do Senado. O PL 3066 prevê, ente outros pontos
-Aumentar penas e confiscar bens obtidos com o crime.
-Criminalizar o consumo por serviços em nuvem e streaming.
ONU avalia tropas do Exército em São Gabriel para futuras missões de paz
A certificação no Rio Grande do Sul reúne tropas de Engenharia do Exército Brasileiro e integra processo internacional da ONU para atuação em áreas de conflito e crises humanitárias
Representantes da Organização das Nações Unidas (ONU) realizam, nos dias 21 e 22 de maio, em São Gabriel, no Rio Grande do Sul, uma avaliação operacional com tropas de Engenharia do Exército Brasileiro que poderão integrar futuras missões internacionais de manutenção da paz coordenadas pela organização.
A atividade faz parte do Sistema de Prontidão de Capacidades de Manutenção da Paz da ONU (UNPCRS), mecanismo que reúne tropas aptas a atuar em regiões de conflito, crises humanitárias e operações de estabilização em diferentes partes do mundo.
As atividades serão conduzidas pelo 6º Batalhão de Engenharia de Combate e pelo 9º Regimento de Cavalaria Blindado. Ao todo, cerca de 360 militares participam da certificação no Rio Grande do Sul, compondo uma Companhia de Engenharia de Força de Paz e uma Companhia de Neutralização de Artefatos Explosivos (EOD, sigla em inglês).
Flavio Pereira
@flaviorrpereira
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
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“Ninguém pode se surpreender com as mentiras de Flávio Bolsonaro”, aponta Estado de S. Paulo
Editorial do Estadão afirma que senador do PL carrega histórico marcado por corrupção, relações obscuras e desinformação política
Cadê o ki Succo, candidato do Flávio rachadinha corrupto
Outro colunista cabo eleitoral da direita golpista em propaganda eleitoral antecipada para o SUCCO e para o osmar terraplana. E seu chefe bolsonaro preso. Nenhuma palavra sobre os crimes do chefe e do filho candidato a presidência. Que chinelage esse colunista.