Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 8 de abril de 2018
A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) declarou nesse domingo que está “preocupada com a proliferação de gestos de violência e de desrespeito à Justiça”. Em nota subscrita pelo presidente do Conselho Federal da Ordem, Claudio Lamachia, a entidade destaca que “os ataques contra o prédio residencial da presidente do STF e contra os edifícios do sistema de Justiça devem ser coibidos e punidos exemplarmente, de acordo com a lei”.
Na semana passada, manifestantes picharam de vermelho a fachada do prédio onde reside, em Belo Horizonte, a ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal, e edifícios da Justiça no Rio. “A OAB clama por rigor e agilidade na apuração dos casos de agressões às pessoas e de vandalismo registrados nos últimos dias”, diz o texto de Lamachia. “Eles apenas agravam os problemas pelos quais o país passa.”
“A solução para a crise institucional, política, moral e econômica está no fortalecimento da democracia.” “Preocupa a Ordem dos Advogados do Brasil a proliferação de gestos de violência e de desrespeito à Justiça.
Eles são, também, um ataque à democracia. Os ataques contra o prédio residencial da presidente do STF e contra os edifícios do sistema de Justiça devem ser coibidos e punidos exemplarmente, de acordo com a lei.
A OAB, representante de uma das partes essenciais à realização da Justica, clama por rigor e agilidade na apuração dos casos de agressões às pessoas e de vandalismo registrados nos últimos dias. Eles apenas agravam os problemas pelos quais o país passa.
A solução para a crise institucional, política, moral e econômica está no fortalecimento da democracia. Repudiamos todo e qualquer ato de violência. O Brasil precisa de mais encontro e menos confronto. Por isso, também repudiamos e exigimos apuração e punição às agressões contra jornalistas, que exercem atividade essencial para a sociedade.”
O prédio onde Cármen Lúcia tem um apartamento em Belo Horizonte foi pichado com tinta vermelha. A ministra não estava no local no momento do ataque.
Segundo relatos de vizinhos, quatro ônibus teriam parado no local e pessoas mascaradas desceram dos veículos e jogaram a tinta no edifício. A Polícia Militar informou que foi chamada por volta das 16h. Quando chegaram ao local, os policiais não encontraram mais ninguém envolvido na ocorrência.
A assessoria do STF confirmou que a ministra tem um apartamento no prédio e que fica no imóvel a cada 20 dias, quando vem a Belo Horizonte. Segundo o Supremo, Cármen Lúcia não vai se manifestar.
Em uma rede social, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra assumiu a autoria do ataque em conjunto com o Levante Popular da Juventude. No post, o movimento disse que cerca de 450 integrantes chegaram por volta das 16h20min em frente ao prédio da ministra. No texto, ele descreve que “foram atiradas bombas de tintas e feitas pichações nos muros e calçadas do prédio onde a golpista reside numa cobertura”.
Os comentários estão desativados.