Terça-feira, 11 de Agosto de 2020

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Saúde A Organização Mundial da Saúde alerta que a crise do coronavírus pode ficar “cada vez mais grave’”

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O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, diz que muitos países estão indo na direção errada. (Foto: Divulgação/OMS)

A pandemia do novo coronavírus ainda pode piorar muito se todas as nações não aderirem às precauções básicas de saúde, alertou a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta segunda-feira (13). “Deixe-me ser franco, muitos países estão indo na direção errada, e o vírus continua sendo o inimigo público mundial número um”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em entrevista virtual da sede do organismo em Genebra. “Se o básico não for seguido, o único caminho que essa pandemia terá é ficar cada vez pior, pior e pior. Mas não precisa ser assim.”

Sem citar nomes, Adhanom acrescentou que “mensagens contraditórias dos líderes minam o ingrediente essencial de qualquer resposta: confiança”.

O chefe da OMS mais uma vez pediu aos governos que se comuniquem claramente com seus cidadãos e estabeleçam estratégias abrangentes para suprimir a transmissão do novo coronavírus e salvar vidas.

Na mesma entrevista, o diretor de operações da OMS, Michael Ryan, afirmou que vê a possibilidade de adoção de lockdowns rígidos nas Américas. Segundo o epidemiologista, não é realista “erradicar o vírus nos próximos meses” e “nem ter a vacina perfeita”.

As infecções passaram de 13 milhões em todo o mundo, mais uma marca histórica, nesta segunda-feira, de acordo com a contagem da agência da Reuters, aumentando em um milhão em apenas cinco dias. O primeiro caso foi registrado na China em dezembro e o mundo levou três meses para atingir um milhão de infecções.

Os Estados Unidos lideram a lista de infecções e mortes, com 3,3 milhões de casos e mais de 135 mil mortes. A Covid-19 continua se espalhando pelos estados do Sul e Oeste do país, que retomaram as atividades econômicas precocemente. No fim de semana, a Flórida registrou um recorde de casos em apenas um dia.

A Flórida registrou mais de 12.600 casos novos de coronavírus nesta segunda-feira, seu segundo maior total diário desde o início do surto, o que coincidiu com a tentativa do Estado norte-americano de reativar o turismo e atrair visitantes para o Disney World recém-reaberto.

Flórida, Arizona, Califórnia e Texas emergiram como os novos epicentros da pandemia nos Estados Unidos. As infecções subiram rapidamente em cerca de 40 dos 50 Estados na última quinzena, de acordo com uma análise da Reuters.

A elevação mais recente de casos na Flórida veio à tona horas depois de o presidente Donald Trump criticar especialistas de saúde de seu governo que comandam a reação à pandemia e seu relacionamento com o principal especialista em doenças infecciosas da nação, doutor Anthony Fauci, se deteriorar ainda mais.

De manhã cedo, Trump retuitou acusações de um ex-apresentador de game show segundo o qual “todos estão mentindo”, incluindo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC), a principal agência da reação à pandemia.

As mentiras mais vergonhosas são aquelas sobre a Covid-19. Todos estão mentindo. O CDC, a mídia, os democratas, nossos médicos, não todos, mas a maioria, em quem nos dizem para confiar”, escreveu Chuck Woolery na noite de domingo, sem apresentar provas.

No mesmo dia, a Flórida relatou um aumento recorde de mais de 15 mil casos novos de Covid-19 em 24 horas. Se a Flórida fosse um país, a cifra a colocaria na quarta posição mundial em número de casos por dia, só atrás de EUA, Brasil e Índia. As informações são da agência de notícias Reuters.

 

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