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Geral A Organização Mundial da Saúde planeja um estudo global para avaliar anticorpos contra o coronavírus

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A maior parte da pesquisa está focada em descobrir se os pacientes curados desenvolvem anticorpos contra a Covid-19. (Foto: Reprodução)

A Organização Mundial da Saúde (OMS) está planejando um estudo para entender quantas pessoas foram infectadas com o novo coronavírus — inclusive quem não apresenta sintomas. Na pesquisa, a OMS pretende avaliar se os infectados desenvolveram anticorpos contra o vírus. Chamado Solidarity II, o programa vai envolver quase dez países e será lançado nos próximos dias, segundo a revista Science.

O estudo também vai ajudar a determinar a taxa de mortalidade e permanência da Covid-19 em pacientes com idades distintas. “Precisamos das respostas certas para conduzir as políticas”, disse Michael Ryan, diretor executivo da OMS para emergências em saúde, em uma entrevista coletiva em 27 de março, de acordo com Science.

Ao todo, o número de infectados no mundo ultrapassa a marca de 1 milhão. Mas com a falta de testes, principalmente para os casos de sintomas leves da doença, muitos provavelmente não estão sendo contabilizados. Os testes para observar os anticorpos podem ajudar entender a verdadeira propagação do vírus, porque podem detectar se uma pessoa que foi infectada no passado está pronta para enfrentar o vírus novamente de forma branda ou até mesmo não ser afetada mais. Com isso, os governos poderão definir melhor até quando devem ser estendidas as medidas de isolamento social.

O Solidarity II é a etapa final de um projeto que tem três partes, como explica a Science. No primeiro estudo, a OMS está trabalhando com pesquisadores em vários países que tiveram surtos significativos para coletar pistas sobre quantas pessoas podem ter anticorpos para o vírus.

No segundo levantamento, a OMS publicou protocolos para investigações iniciais, incluindo o estudos de anticorpos, para que diferentes países e equipes possam combinar seus dados e tirar conclusões mais significativas. A entidade está ajudando os países e as equipes de pesquisa a adaptar os protocolos às condições locais, coletar aprovações éticas e realizar os testes.

O terceiro estudo vai mais além. Com ele, os países participantes terão a chance de reunir suas descobertas de anticorpos em larga escala e vão preencher o quadro global de forma mais rápida. Essa também é a ideia por trás do primeiro Solidarity — uma pesquisa que vai testar globalmente quatro medicamentos promissores contra a Covid-19.

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