Terça-feira, 19 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 28 de dezembro de 2018
A diretoria da Petrobras aprovou um mecanismo financeiro de proteção complementar à política de preços do diesel, semelhante ao utilizado na gasolina, que permitirá à companhia manter a cotação do produto estável nas refinarias por um período de até sete dias em momentos de elevada volatilidade, informou a petroleira em comunicado nesta sexta-feira (28).
O anúncio ocorre às vésperas do término da subvenção econômica oferecida pelo governo, previsto para 31 de dezembro. O subsídio foi tomado em meados do ano para atender a reivindicações de caminhoneiros, que fizeram paralisações históricas em maio justamente em razão da alta nos preços do diesel.
Segundo a Petrobras, o mecanismo de proteção complementar dá “flexibilidade adicional” à gestão da política de preços do diesel, “conciliando seus interesses empresariais com as demandas de seus clientes e agentes de mercado em geral”.
A companhia destacou que terá a opção de aplicar o mecanismo logo após o encerramento do programa de subvenção.
“A Petrobras escolherá os momentos em que aplicará o instrumento, considerando a análise de conjuntura, em cenários de elevada volatilidade do mercado. Não há, portanto, previsão de aplicação imediata e automática”, frisou a empresa.
Em seu comunicado, a Petrobras não detalhou como funcionará tal mecanismo para o diesel. O hedge para a gasolina, adotado em setembro, é calcado em contratos futuros do combustível nos Estados Unidos e permite à empresa manter os valores estáveis nas refinarias por até 15 dias.
Ainda em setembro, o CEO da estatal, Ivan Monteiro, disse que algo semelhante poderia ser utilizado para o diesel.
A política de reajustes quase que diários nos preços de diesel e gasolina está em vigor desde julho de 2017. Atualmente, as cotações desses produtos nas refinarias estão em R$ 1,8088 e R$ 1,5087 por litro, respectivamente.
“É importante lembrar que o preço do diesel da Petrobras se refere ao produto vendido nas refinarias para as distribuidoras. Esse preço representa apenas uma parcela do valor do combustível vendido nos postos ao consumidor final, já que entram na composição de preços ao consumidor, ainda, o custo do biodiesel, os tributos e as margens de distribuidoras e revendedores”, concluiu a petroleira.
Consulta pública
A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) abriu na quarta-feira (26) consulta pública a fim de encerrar uma controvérsia que envolve a região conhecida como “Parque das Baleias”, que compreende as áreas petrolíferas de Baleia Anã, Baleia Azul, Baleia Franca, Cachalote, Caxaréu, Mangangá, Pirambu e o Campo de Jubarte, originadas do bloco BC-60, na Bacia de Campos.
A agência havia determinado, em 2014, que as áreas fossem unificadas ao Campo de Jubarte, mas a Petrobras contestou a decisão, instaurando processo arbitral perante a Câmara de Comércio Internacional.
A minuta de acordo proposta na consulta pública pela ANP busca que agentes econômicos, entes federados e interessados possam encaminhar sugestões sobre o tema.O documento destaca que o Campo de Jubarte, que passa a ser denominado “Novo Campo de Jubarte”, será formado pelas áreas de Jubarte, Baleia Azul, Baleia Franca, partes de Cachalote e Pirambu, além de pequenas parcelas de Caxaréu e Mangangá.
Com a unificação, o marco temporal para apuração da participação especial ficou definido a partir do quarto trimestre de 2016, após o término da última atividade de desenvolvimento do sistema de produção atual.
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