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Economia A Petrobras evacua navio em plataforma no Rio de Janeiro e nega risco de naufrágio

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O navio-plataforma Cidade do Rio de Janeiro é operado pela japonesa Modec. (Foto: Divulgação/Modec)

A Petrobras evacuou um navio plataforma na Bacia de Campos após identificar trincas no casco da embarcação, que permitiram o vazamento de mais de 7 mil litros de óleo. A empresa diz que a extensão das trincas está aumentando e que não há risco de naufrágio, embora fontes não descartem a possibilidade. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.

Instalado no campo de Espadarte, a 130 quilômetros da costa do Rio, o navio-plataforma Cidade do Rio de Janeiro é operado pela japonesa Modec, que foi responsável por sua construção. Está sem produzir petróleo desde julho de 2018, à espera de desativação.

Segundo a Petrobras, 107 pessoas foram retiradas da embarcação, em processo de evacuação iniciado no sábado (24). O Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF), chegou a denunciar risco de naufrágio, mas a empresa informou que a embarcação encontra-se em “equilíbrio estático”.

Na noite de segunda-feira, a petroleira soltou uma nota informando que em um sobrevoo feito pela empresa Modec foi observada a presença de óleo no mar com volume estimado em 6,6 metros cúbicos, além do vazamento identificado.

Segundo a Petrobras, sete embarcações para recolhimento e dispersão estão atuando no local, junto de quatro embarcações de apoio e um helicóptero para sobrevoo.

A Modec informou ainda que que houve aumento na extensão das trincas, mas o navio continua em posicionamento estável.

“A possibilidade de afundamento é remota, mas não pode ser descartada”, disse à Folha o coordenador do sindicato, Tezeu Bezerra. Segundo ele, o vazamento foi de óleo residual, que ainda estava em um dos tanques da embarcação.

A Folha apurou que há trincas com até 33 metros de comprimento. O navio tem cerca de 300 mil litros de óleo diesel, que poderiam provocar danos ambientais em caso de naufrágio. Segundo uma fonte, com o aumento do tamanho das trincas, os riscos são maiores do que os inicialmente previstos.

O Cidade do Rio de Janeiro é uma plataforma do tipo FPSO (sigla em inglês para unidade flutuante de produção, armazenagem e transferência de petróleo). Ela guarda a produção em seus tanques para transferi-lo a navios aliviadores, que trazem o petróleo para o continente.

Foi o segundo vazamento na mesma unidade este ano: em janeiro, após o aparecimento de manchas em praias de Arraial do Cabo, na Região dos Lagos fluminense, a Petrobras confirmou que um furo no casco da embarcação derramou 1,4 mil litros de petróleo no mar.

Na ocasião, a estatal disse que a Modec havia tomado as providências necessárias para cessar a fonte do vazamento. Uma comissão interna foi criada para apurar as causas do acidente.

Com capacidade para extrair 100 mil barris de petróleo por dia, o navio-plataforma Cidade do Rio de Janeiro começou a operar para a Petrobras em 2007. Tem 320 metros de comprimento e 50 de largura e pode armazenar até 1,6 milhão de barris de petróleo.

A embarcação faz parte de uma lista de plataformas antigas que a Petrobras planeja desativar, uma vez que os poços em que estão assionamento, prevê a desconexão e fechamento dos poços produtores e retorno da área ao estado original.

Ao Sindipetro-NF, a Petrobras disse que uma equipe especializada será mobilizada para desancorar a embarcação e levá-la a um estaleiro. Em nota à imprensa, informou que não foram constatadas manchas de óleo no mar após o evento.

Sala de crise

A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis) instalou uma sala de crise para acompanhar os trabalhos de Petrobras e da japonesa Modec no navio plataforma Cidade do Rio de Janeiro. De acordo com a agência, foram identificadas cinco trincas no casco da embarcação. A Folha apurou que há trincas com até 33 metros de extensão, gerando risco de naufrágio da unidade. Até o momento, a Petrobras estima que 7,8 mil litros de óleo vazaram da unidade.

“O FPSO Cidade do Rio de Janeiro, que se encontra no Campo de Espadarte, Bacia de Campos, está em fase de descomissionamento e realizava a desconexão dos risers, quando foi identificado o aumento do volume de dois tanques. Posteriormente, mergulhadores identificaram cinco trincas no casco da instalação”, disse a ANP.

“Os técnicos que trabalhavam no local deixaram a unidade, e empresa especializada em estabilidade de embarcações está avaliando a situação. O FPSO deve ser movimentado para a realização dos reparos em estaleiro”, continua a agência, em nota.

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