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Brasil A polícia do Rio de Janeiro prendeu mais de 140 suspeitos de integrar uma milícia na Zona Oeste da cidade

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Operação foi é a maior da história de combate à milícia no Rio. (Foto: Divulgação/Polícia Civil RJ)

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, por meio da DHBF (Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense), prendeu, na madrugada deste sábado (7), 149 suspeitos, sendo destes sete menores, de envolvimento com a milícia em Santa Cruz, Zona Oeste da Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Além dos presos, foram apreendidos 12 fuzis, 19 pistolas, um simulacro de fuzil, granadas, farta quantidade de munição, 15 veículos roubados, algemas e réplicas de fardas. Durante a operação, quatro criminosos morreram e um ficou ferido.

A operação “Medusa”, a maior operação de combate à milícia no Rio de Janeiro, contou com o apoio de policiais civis da CORE (Coordenadoria de Recursos Especiais) e da 27ª e 35ª Delegacias de Polícia (Vicente de Carvalho e Campo Grande).

Segundo informações da SSINTE (Subsecretaria de Inteligência) da Secretaria de Estado de Segurança, entre 2006 e o primeiro trimestre de 2018, 1.387 pessoas ligadas à milícia foram presas no Estado do Rio de Janeiro.

Em entrevista coletiva na Cidade da Polícia, em Benfica, o Secretário de Estado de Segurança, Richard Nunes, parabenizou o trabalho dos policiais que participaram da operação e afirmou que outras operações estão sendo planejadas e serão executadas em curto prazo.

“Quero dizer para a sociedade que a Intervenção Federal está começando a apresentar resultados. Não importa se o crime organizado for armado ou desarmado, ambos serão combatidos implacavelmente”, disse.

O Chefe de Polícia Civil, Rivaldo Barbosa, declarou que a Polícia Civil do Rio de Janeiro não vai recuar.

“Essa foi nossa primeira ação e nós vamos continuar”, disse.

O Diretor do Departamento Geral de Polícia Especializada, Marcus Vinícius Braga, comemorou os resultados da operação.

“Essa foi a maior operação de combate à milícia da história da Polícia Civil”, afirmou.

O Delegado Fábio Salvadoretti, da DHBF, esclareceu que os quatro mortos na operação faziam parte da segurança da organização criminosa e trocaram tiros com os agentes ao serem abordados.

Inteligência Estratégica

Em mais uma etapa da integração entre a Secretaria de Estado de Segurança e as Forças Armadas, a Diretora-Presidente do ISP (Instituto de Segurança Pública), Joana Monteiro, palestrou recentemente 28 estagiários do ESG (Curso Superior de Inteligência Estratégica da Escola Superior de Guerra), na Urca.

O objetivo do curso é preparar civis e oficiais superiores das Forças Armadas e Forças Estaduais para o exercício de funções de inteligência estratégica na administração pública e, em especial, nos órgãos ligados ao SISBIN (Sistema Brasileiro de Inteligência). Os estagiários são Oficiais das Forças Armadas; Policiais Militares do Rio de Janeiro, Distrito Federal e São Paulo; Policiais Civis do Rio de Janeiro, Amazonas e Distrito Federal; Polícia Federal; Polícia Rodoviária Federal; Ministério Público Federal, entre outros.

Na palestra, Joana discursou sobre a atuação do Instituto de Segurança Pública na análise da criminalidade no Rio de Janeiro, a metodologia de coleta de dados, o ISPGeo (ferramenta de análise criminal), entre outros assuntos.

No dia 20, o grupo irá conhecer o Centro Integrado de Comando e Controle e participar de uma palestra da Subsecretaria de Inteligência.

tags: segurança

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