Terça-feira, 19 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 11 de maio de 2019
A PF (Polícia Federal) cumpriu três mandados de busca e apreensão na manhã desta sexta-feira (10), em Florianópolis e em São José. Foram apreendidos documentos, arquivos eletrônicos e um veículo. A ação faz parte da operação que investiga suspeita de fraude em uma cooperativa de crédito que atua em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.
Segundo a Polícia Federal, são investigados os crimes de gestão fraudulenta, apropriação ilícita de valores e associação criminosa, além de indícios de possível lavagem de dinheiro.
De acordo com as investigações, funcionários de cooperativa de crédito teriam se apropriado de recursos financeiros da instituição. Eles são suspeitos de simularem pagamentos e adiantamentos de salários, com prejuízo estimado superior a R$ 7 milhões.
Além do cumprimento dos mandados expedidos pela Justiça Federal da capital, foi determinado o bloqueio de valores para ressarcimento da instituição. O nome da instituição não foi divulgado pela PF até esta publicação.
Correios
A PF deflagrou na sexta-feira (10), nas cidades de São Luís (MA) e Cajari (MA), a Operação Trabalho Espúrio, com a finalidade de reprimir organização criminosa especializada em assaltos a agências dos correios no Estado do Maranhão.
Policiais federais cumpriram 14 mandados de prisão preventiva e quatro mandados de busca e apreensão, todos expedidos pela 1ª Vara Criminal de São Luís-MA.
A equipe de investigação apurou que a organização criminosa é composta por 14 pessoas, estruturalmente ordenada e caracterizada pela divisão de tarefas e funções específicas. O grupo criminoso foi responsável por pelo menos 17 assaltos a bancos postais localizados em agências dos correios, ocorridos em menos de seis meses, nos quais foram subtraídos R$ 893 mil.
Os investigados serão indiciados pelos crimes de roubo qualificado, organização criminosa.
A operação foi denominada Trabalho Espúrio em razão da situação peculiar do líder da quadrilha que, cumprindo regime semiaberto de prisão, aproveitava o horário de trabalho para realizar levantamento das agências a serem assaltadas e participar de assaltos.
Operação Gremlins
Também na sexta, a PF deflagrou a terceira fase da Operação Gremlins, com o objetivo de coletar novos elementos de prova relacionados à atuação de grupo criminoso responsável pela aprovação fraudulenta de 351 financiamentos do PRONAF, contratados nos anos de 2009 a 2011, junto à agência do BNB de Limoeiro do Norte (CE).
Policiais federais cumpriram oito mandados de busca e apreensão nos municípios de Fortaleza, Morada Nova, Tabuleiro do Norte e Quixadá. As medidas foram determinadas pela 15ª Vara da Justiça Federal em Limoeiro do Norte, que autorizou, ainda, o bloqueio de contas e bens móveis dos investigados.
Serão indiciados dez suspeitos envolvidos nas fraudes, entre os quais funcionários do banco, pecuarista, elaboradores de projetos e lideranças de projeto de assentamento. Alguns já respondem a processos na Justiça Federal de Limoeiro do Norte por fraudes na obtenção de financiamento relacionadas a 1ª fase da operação.
As investigações apontam que o esquema criminoso gerou prejuízo aos cofres públicos em um montante que poderá ultrapassar R$ 50 milhões, conforme dados levantados nas 1ª, 2ª e 3ª fases da Operação Gremlins.
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