Segunda-feira, 10 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 9 de agosto de 2026
A Polícia Federal montou a estrutura para fazer a segurança dos candidatos à Presidência com uma central de inteligência 24 horas, armas antidrone, monitoramento de ameaças nas redes e um contingente em torno de 600 policiais. A recusa do postulante do PL, Flávio Bolsonaro, de aderir ao planejamento, no entanto, representa um desafio.
As delegacias e superintendências estaduais atuarão na identificação de eventuais riscos à integridade dos candidatos e familiares. Em Brasília, equipes de plantão vão compartilhar dados com os agentes nos estados e decidir sobre reforço de efetivo ou ajustes. A localização dos policiais e o andamento das agendas vão ser acompanhados em tempo real, para agilizar a ação em caso de eventuais ocorrências.
O aparato inclui veículos blindados, equipamentos antidrone, sistemas de reconhecimento facial e kits para vistorias antibomba. Os agentes em campo receberam treinamento específico para proteção de autoridades, direção defensiva, primeiros-socorros, operação de drones, e salvamento aquático, entre outros procedimentos. Antes de cada compromisso de campanha, equipes precursoras realizam o reconhecimento dos locais. O planejamento foi apresentado aos partidos em reuniões. O orçamento previsto é de R$ 95 milhões.
Desafio adicional
Na prática, a operação já começou a ser implementada. A segurança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por exemplo, já foi definida e continuará sob o comando da mesma delegada responsável pela proteção dele no exercício da Presidência. A principal mudança será o reforço do efetivo, diante da agenda de viagens prevista para o período eleitoral.
O GLOBO apurou que Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante) estão entre os pré-candidatos que solicitaram e já utilizam o esquema especial oferecido pela Polícia Federal. Renan Santos (Missão) antecipou a oficialização de sua candidatura para 20 de julho para ter direito à proteção desde então.
Neste ano, porém, a corporação enfrenta um desafio adicional: a recusa de Flávio em aceitar a proteção da PF. O senador decidiu continuar com a segurança da Polícia Legislativa. Procurado, ele afirmou que a equipe responsável por sua proteção é uma das “forças mais bem preparadas e especializadas do país, utilizando tecnologia, monitoramento, equipamentos de ponta, veículos blindados e armamentos de grosso calibre para suas atividades”.
Reservadamente, integrantes da PF afirmam que a decisão tem caráter político e dizem não haver outra força policial no país com estrutura semelhante para esse tipo de operação. Segundo esses policiais, a atuação da PF não se limita à segurança aproximada do candidato, mas envolve também o fechamento de aeroportos e rodovias, articulação com órgãos federais e estaduais e planejamento logístico das viagens.
Na avaliação desses representantes da corporação, não faria sentido a Polícia Federal assumir apenas parte da operação — como a coordenação logística e o controle de aeroportos e rodovias — enquanto outra instituição ficasse responsável pela proteção direta do candidato.
A adesão ao esquema da Polícia Federal é facultativa. As campanhas que optarem por não utilizar o serviço poderão solicitá-lo posteriormente.
— À medida que as candidaturas foram confirmadas e os partidos demandarem a nossa atividade de proteção, serão todos prontamente atendidos — afirmou o coordenador-geral de Proteção Preventiva da Polícia Federal, delegado Éder Rosa de Magalhães. Com informações do portal O Globo.
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