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Brasil “A Polícia Federal não pode ficar sujeita a declarações polêmicas de Bolsonaro”, afirmam delegados em carta

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"Eu dou a minha opinião porque eu acho que administrativa, como tem proposta andando na Câmara, seria menos traumática", disse Bolsonaro. (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

Os delegados de PF (Polícia Federal) querem autonomia administrativa e financeira da corporação. Reunidos para o IV Simpósio Nacional de Combate à Corrupção, eles divulgaram na sexta-feira (23), a Carta de Salvador, em que abordam “comentários” do presidente Jair Bolsonaro, nos últimos dias, obre nomeações de cargos diretivos da instituição.

“A Polícia Federal não deve ficar sujeita a declarações polêmicas em meio a demonstrações de força que possam suscitar instabilidades em um órgão de imensa relevância, cujos integrantes são técnicos, sérios, responsáveis, e conhecedores de sua missão institucional”, destaca o documento.

Na semana passada, Bolsonaro anunciou na saída do Palácio do Planalto que iria trocar o superintendente da PF no Rio, delegado Ricardo Saadi, pelo mandatário em Pernambuco. Ele disse que “não é um presidente banana” e é ele “quem manda”. Esta semana, disse que se quiser tira o diretor-geral da PF.

“Em várias oportunidades em governos passados a instituição sofreu pressões e tentativas de intervenção”, diz a Carta de Salvador. “Diante do que parece ser mais uma delas, é necessário e urgente que a Polícia Federal conquiste garantias constitucionais e legais para se tornar, de fato e de direito, uma polícia de estado e não de governo”, pregam os delegados.

O encontro de Salvador foi promovido pela Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal. O evento foi inaugurado na última quinta-feira (22), pelo diretor-geral, delegado Maurício Valeixo. Os delegados consideram que medidas legislativas são fundamentais “para impedir qualquer tentativa de interferência na Polícia Federal”.

Na avaliação dos delegados, o primeiro passo para neutralizar interferências políticas na rotina da PF “é a aprovação da proposta de emenda constitucional que confere autonomia administrativa e financeira, em tramitação há mais de dez anos na Câmara dos Deputados”.

Eles abordam um objetivo que é caro à classe: fixação de mandato para o diretor-geral, o que evitaria exonerações a toque de caixa. “Outro movimento importante é estabelecer o mandato ao Diretor-Geral, com escolha baseada em critérios técnicos, republicanos e com limites impostos pela lei.”

“O dirigente máximo da Polícia Federal deve ter o poder de formar a sua própria equipe, sem pressões de cunho político, partidário ou sob o risco de ser exonerado”, argumentam.

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