Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 23 de fevereiro de 2016
A PF (Polícia Federal) investiga se outras empresas, além do Grupo Odebrecht, repassaram dinheiro ilícito ao marqueteiro João Santana, consultor da presidenta Dilma Rousseff e alvo da 23 fase da Operação Lava-Jato, deflagrada nessa segunda-feira. As suspeitas são de que, por ter recebido milhões de reais declarados no Brasil, repasses menos vultosos a Santana, como os 7,5 milhões de dólares identificados em contas secretas no exterior, deverão ser resultado de propina do petrolão.
Durante a 9 fase da Lava-Jato, investigadores detectaram indícios de que subsidiárias da empreiteira Odebrecht repassaram dinheiro a contas no exterior controladas por Santana. O publicitário recebeu secretamente dinheiro por meio de contas que o Grupo Odebrecht mantinha no exterior para quitar despesas de campanhas do PT.
Ao analisarem o material apreendido na 9 fase da Lava-Jato, os investigadores encontraram uma carta enviada em 2013 pela esposa de Santana, Mônica Moura, ao engenheiro Zwi Skornicki com as coordenadas de duas contas no exterior. Mônica indicou uma conta nos Estados Unidos e a outra na Inglaterra para o repasse de recursos.
A participação de outras empresas do Clube do Bilhão no abastecimento dos cofres do marqueteiro
é reforçada por levantamento do Citibank de Nova York (EUA), que mapeou transações da Odebrecht com
o publicitário.
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