Quinta-feira, 28 de Janeiro de 2021

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Mundo A população americana cresce menos e ameaça o crescimento da economia do país

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A população caminha para se expandir num ritmo muito mais lento do que o Census Bureau previa em 2017. (Foto: Reprodução)

A população dos Estados Unidos está crescendo no ritmo mais lento desde a Segunda Guerra Mundial, o que ameaça enfraquecer a demanda e os investimentos na economia.

A população aumentou 0,35% no primeiro semestre de 2020, com base em estimativas preliminares do Census Bureau, o que significa uma desaceleração pelo quinto ano seguido.

Os dados sugerem que a população caminha para se expandir num ritmo muito mais lento do que o Census Bureau previa em 2017, a última vez em que publicou projeções de longo prazo. Isso significa uma força de trabalho menor e menos demanda por equipamentos para empresas, habitação e outros bens de capital, avalia o Fed de St. Louis.

Tanto as taxas de natalidade e mortalidade como a imigração têm impacto no crescimento populacional. O número de nascimentos nos EUA atingiu um pico de 4,32 milhões em 2007, e depois caiu para 3,75 milhões em 2019.

Alguns analistas alertam que a recessão causada pela covid-19 deprimirá ainda mais os nascimentos, possivelmente em até meio milhão. Em 2021 é provável que as taxas sejam “chocantemente baixas”, diz Philip Cohen, sociólogo da Universidade de Maryland.

Já o número de mortes nos EUA tem aumentado conforme a população cresce e envelhece – e a covid-19 acelerou essa tendência. A pesquisa também sugere que as overdoses por consumo de drogas aumentaram durante a pandemia.

Déficit fiscal

A alta nos gastos públicos, vinculados à crise do novo coronavírus, em particular os subsídios aos desempregados, fez disparar o déficit fiscal nos Estados Unidos a um nível recorde entre outubro e dezembro, informou nesta quarta-feira (13) o Departamento do Tesouro.

Neste período, que corresponde ao primeiro trimestre do exercício fiscal de 2021, as finanças públicas sofreram: o déficit aumentou 61% em comparação com o mesmo período do ano passado, alcançando 573 bilhões de dólares, um montante inédito para um trimestre.

A receita foi mantida em nível estável, a 803 bilhões de dólares, mas as despesas aumentaram 18%, a US$ 1,4 bilhão, também um nível recorde.

Em dados corrigidos por variações sazonais, o aumento do déficit foi de 57% e o de gastos, de 17%.

Os gastos do Departamento do Trabalho dispararam a 80 bilhões de dólares contra US$ 5 bilhões no primeiro trimestre do exercício 2020. Esse forte crescimento reflete o aumento dos pedidos de seguro-desemprego.

No fim de março, o Congresso aprovou um gigantesco plano de reativação de 2,2 trilhões de dólares, que em seguida foi expandido a US$ 2,7 trilhões, para sustentar a economia, sacudida por restrições vinculadas à covid-19.

O montante das ajudas alimentares também aumentou, segundo mostra a alta de 37% dos gastos do Departamento de Agricultura, que totalizam 72 bilhões de dólares.

O último pacote de ajuda federal de US$ 900 bilhões, adotado no fim de dezembro, ainda não aparece nesta conta porque as remessas começaram a ser pagas em janeiro.

Em todo o exercício de 2020, o déficit fiscal nos Estados Unidos alcançou um recorde de 3,1 trilhões de dólares.

As taxas baixas, no entanto, fizeram cair o custo da dívida no quarto trimestre de 2020, a US$ 131 bilhões – US$ 28 bilhões a menos do que no ano passado.

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