Segunda-feira, 26 de Outubro de 2020

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Mundo A recuperação econômica global diante da crise provocada pela pandemia do coronavírus pode levar até cinco anos

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Reinhart disse que a recessão causada pela pandemia durará mais em alguns países do que em outros. (Foto: Reprodução)

A recuperação econômica global diante da crise provocada pela pandemia de coronavírus pode levar até cinco anos, disse a economista-chefe do Banco Mundial, Carmen Reinhart. “Provavelmente haverá uma recuperação rápida quando todas as medidas de restrição relacionadas aos bloqueios forem suspensas, mas uma recuperação completa levará até cinco anos”, disse Reinhart em participação remota numa conferência realizada em Madri.

Reinhart disse que a recessão causada pela pandemia durará mais em alguns países do que em outros e agravará as desigualdades, pois os mais pobres serão mais duramente atingidos pela crise nos países ricos e os países mais pobres serão mais duramente atingidos do que os países mais ricos. Pela primeira vez em 20 anos, as taxas de pobreza global aumentarão após a crise, acrescentou.

OCDE

A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) melhorou sua projeção para o comportamento da economia brasileira em 2020, mas previu que a retomada no ano que vem será menos robusta do que o imaginado há três meses. Pelos cálculos da entidade, que tem sede em Paris, o Produto Interno Bruto (PIB) doméstico terá retração de 6,5% este ano, mais suave do que a estimativa de queda de 7,4% apresentada em junho. Para 2021, a previsão é de que a atividade brasileira se expanda 3,6%, taxa 0,06 ponto porcentual inferior à apresentada há três meses.

As atualizações dos números fazem parte do relatório Economic Outlook preliminar de setembro. A instituição apresentou suas estimativas para a economia global e costuma dar ênfase para seus membros. O Brasil pleiteia uma vaga na OCDE, mas ainda não faz parte da órgão.

Mercado lento nos EUA

Em uma semana na qual os principais analistas melhoraram suas perspectivas para a recuperação econômica dos Estados Unidos, dados sobre a movimentação em lojas de varejo, contratação por parte de pequenas empresas e outros indicadores de alta frequência tiveram amplo recuo, sinalizando potencial dissociação na qual o crescimento acelera enquanto o mercado de trabalho fica mais lento. Autoridades do Fed (Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos) projetaram impacto muito menor da pandemia da covid-19 para a economia, com estimativa de que o PIB (Produto Interno Bruto) retraia 3,7% em 2020, em comparação a queda de 6,5% em junho, diferença, em termos de dólares, de mais de US$ 1,5 trilhão (aproximadamente R$ 8 trilhões). O cenário mais forte veio com melhora nas perspectivas traçadas por Goldman Sachs e outras instituições financeiras.

Mas o chair do Fed, Jerome Powell, também afirmou que restaurar os mercados de trabalho levará tempo em um ambiente no qual alguns dos principais geradores de empregos do país — pequenas empresas e firmas do setor de serviços com mão de obra intensiva — enfrentam os maiores desafios da recessão provocada pelo coronavírus. Com partes da economia mostrando recuperação estável, os índices de visitas a lojas e outros indicadores caíram após um forte movimento em razão do feriado do Dia do Trabalho, no início de setembro.

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