A medida foi anunciada em um cenário de divergências entre procuradores que atuam nas forças-tarefa da Lava-Jato e a Procuradoria-Geral da República.
A consulta também vale para as forças-tarefa em Brasília que investigam irregularidades no âmbito das operações Greenfield e Postalis.
Os procuradores interessados se juntam a esses casos, mas não poderão deixar as atribuições atuais. Ou seja, não terão direito à dedicação exclusiva na tarefa, como acontece com os atuais integrantes dos grupos.
Disputa interna
A disputa entre a cúpula da PGR e os grupos de investigadores se acentuou depois de uma reunião, no fim de junho, entre a força-tarefa da Lava-Jato em Curitiba e a subprocuradora Lindôra Araújo – coordenador da Lava-Jato no âmbito da procuradoria-geral.
No encontro, discutiu-se a possibilidade de compartilhamento de dados sobre investigações. Procuradores de Curitiba consideraram que os dados sigilosos não poderiam ser repassados.
A controvérsia acabou chegando ao STF. No dia 9, o presidente Dias Toffoli determinou que as forças-tarefa da Lava-Jato entreguem à PGR toda a base de dados de investigações.
Toffoli atendeu a um pedido da PGR, que relatou ao Supremo ter enfrentado “resistência ao compartilhamento” e à “supervisão de informações” por parte dos procuradores da República.
Alto custo
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