Terça-feira, 13 de Abril de 2021

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Brasil A safra de soja do Brasil somou recorde de 119 milhões de toneladas

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Recorde só não foi batido por causa do recuo na safra do milho. (Foto: USP/Imagens)

A safra de soja do Brasil 2017/18 somou um recorde de 119,3 milhões de toneladas, crescimento de 4,6% em relação à anterior, estimou nesta terça-feira (11) a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), em seu último levantamento para a temporada.

No levantamento de agosto, a Conab havia estimado a produção da oleaginosa em 119 milhões de toneladas.

Já a estimativa para os estoques finais de soja do Brasil em 2017/18 ficou em 434 mil toneladas, ante 638 mil toneladas esperadas em agosto, em meio a um ligeiro aumento na previsão de colheita, já encerrada.

Os estoques, contudo, são projetados em níveis historicamente baixos, com o Brasil embarcando para exportação volumes recordes de 76 milhões de toneladas em 2017/18, com impulso principalmente da demanda da China.

Considerando a safra total de grãos e oleaginosas, a produção brasileira em 2017/18 fechou em 228,3 milhões de toneladas, a segunda maior da história do país, atrás apenas da temporada anterior.

Milho ‘encolhe’

A queda na produção de milho, atingida por uma seca severa, foi o principal motivo para não ser projetado um novo recorde na agricultura brasileira.
A Conab estimou a safra do milho em 81,3 milhões de toneladas, ante 82,2 milhões de toneladas na previsão anterior. O volume total ficou 16,8% abaixo do recorde da safra 2016/17, quando o país colheu 97,8 milhões de toneladas do cereal.

Segundo o órgão, uma redução na área cultivada aliada ao forte estresse hídrico resultaram em perdas de produtividade. Dessa forma, a segunda safra do milho, a maior do país, foi projetada em 54,5 milhões de toneladas, 19% inferior à anterior.

Empréstimos a agricultores

Os empréstimos feitos por agricultores brasileiros no 1º bimestre do Plano Safra 2018/19 somaram R$ 34,1 bilhões, uma alta de 45% sobre igual período anterior e o maior volume nos últimos 5 anos, informou o Ministério da Agricultura nesta terça.

Segundo o governo, o resultado foi puxado pelas contratação de operações de custeio, que totalizaram R$ 20,8 bilhões, um aumento de 35% sobre 2017, e pelo Programa de Construção e Ampliação de Armazéns, que registrou crescimento de 141% também na comparação anual.

Para o secretário de Política Agrícola, Wilson Vaz de Araújo, a redução das taxas de juros foi o maior atrativo dos recursos, já que o limite de custeio não foi alterado.

Os dados de crédito agrícola foram divulgados em momento em que produtores se prepararam para o plantio da próxima safra de grãos.

O Plano Safra é uma linha de crédito para o médio e grande produtor. Em 2018/19 o governo oferecerá um total de R$ 194,37 bilhões, superando em cerca de 2% os R$ 190,25 bilhões do ciclo anterior.

Os recursos estão disponíveis desde 1º de julho deste ano até 30 de junho do ano que vem.

 

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