Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 4 de dezembro de 2019
O Galaxy Fold deu muito trabalho para a Samsung. O primeiro smartphone dobrável da gigante sul-coreana passou por muitos problemas até ser lançado, com falhas na tela e uma séria desconfiança por parte do público e dos especialistas — apesar de ser um produto dos mais inovadores. Isso, porém, não impediu a empresa de trabalhar em sucessores. Segundo um vazamento obtido pelo site The Korea Herald, a marca já trabalha nos próximos modelos dobráveis, porém com estratégias diferentes.
A Samsung está desenvolvendo um aparelho dobrável vertical, semelhante ao novo Razr, da Motorola. Segundo a reportagem, esse aparelho chegaria pelo preço de US$ 845, já no ano que vem. Mas aí vem a dúvida: como ela pensa em cortar o preço do seu dobrável pela metade?
O Razr pode ser encontrado a partir de US$ 1.500 e é o dobrável mais barato da atualidade, porque contém especificações mid-range, ou seja, não pode ser comparado em desempenho com o Galaxy Fold ou o Huawei Mate X. Com isso, podemos esperar uma evolução estrutural, mas não um telefone que chegue com o mesmo poderio de um Galaxy S11, por exemplo.
Ainda no campo dos dobráveis, está previsto um Galaxy Fold 2, que seguiria a “linha principal” de smartphones dobráveis da marca. Vale lembrar que o Fold atual custa US$ 2 mil, ou seja, o dobro de um iPhone 11.
Enquanto isso, a Samsung planeja expandir o lançamento do Galaxy Fold para cerca de 60 países até fevereiro, incluindo Brasil, Vietnã, Nova Zelândia, Chile, Itália, Holanda e Grécia. Segundo a empresa, até o momento foram vendidos cerca de 500 mil Galaxy Fold.
Motorola
A Motorola lançou nesta quarta-feira (4) o smartphone chamado Motorola One Hyper. O produto tem bateria com capacidade de 4.000 mAh, a mesma do iPhone 11 Pro Max, e ela pode ser recarregada a 75% em 30 minutos. O aparelho oferece até 12 horas de uso após ser conectado ao longo de 10 minutos na tomada com o carregador de 45 W que acompanha o produto na caixa (a Apple tem carregador de, no máximo, 18W).
O One Hyper conta com câmera traseira dupla. Uma delas tem amplitude de 80º e pode capturar imagens com 64 megapixels de resolução. A segunda tem 8 megapixels e funciona como uma câmera de ação GoPro, com amplitude de captura de 120 graus.
A câmera frontal do aparelho fica escondida dentro do produto. Quando acionada, ela é projetada para fora para a captura de retratos. Ela registra imagens com 32 megapixels. Para evitar a quebra em caso de queda, o módulo da câmera é recolhido rapidamente no caso de movimentos bruscos. Por causa da câmera retrátil, a tela do smartphone da Motorola não possui interrupções de design no formato de barra, como no iPhone, ou no formato de gota, como em aparelhos da Asus.
Por dentro, o Motorola One Hyper mistura características avançadas e intermediárias. Ele possui 128 GB de memória e 4 GB de RAM. Porém, seu processador não é topo de linha, e sim um intermediário Snapdragon 675, da Qualcomm. O equilíbrio entre componentes técnicos que ofereçam boa relação entre e custo e benefício para o consumidor é uma estratégia adotada pela fabricante desde que lançou o primeiro Moto G, em 2013. Agora, a empresa acelerou o ciclo de inovação e lançamento de produtos e, só neste ano, lançou cerca de 10 smartphones no mercado nacional.
O novo Motorola One Hyper será vendido nas cores azul, vermelho e rosa. Neste mês, apenas a versão azul estará disponível no mercado. As demais chegarão em janeiro de 2020. O preço sugerido do Motorola One Hyper é de 2.499 reais, o que o coloca na disputa com o Samsung Galaxy A80, que também possui uma implementação diferente da câmera frontal: o módulo de câmera tripla traseiro vira para a frente e faz a vez de câmera dianteira.
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