Segunda-feira, 10 de Maio de 2021

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Mundo A União Europeia abrirá fronteiras para turistas vacinados, mas não com a CoronaVac

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A Comissão Europeia deu mais um passo em direção à retomada da normalidade. Para resgatar o turismo, que responde por 4% do PIB e 5% dos empregos da Europa, o bloco propôs reabrir as fronteiras para turistas imunizados com vacinas aprovadas pela União Europeia (UE) – Pfizer, Moderna, AstraZeneca e Johnson & Johnson. Os viajantes que tomaram a CoronaVac – como é o caso de 83% dos brasileiros – não poderão entrar, pelo menos em um primeiro momento.

Os países da UE poderão decidir individualmente se aceitam viajantes imunizados com vacinas listadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para uso emergencial. Até o momento, a OMS aprovou as mesmas quatro vacinas chanceladas pela Europa, mas analisa a inclusão de outras. Uma decisão sobre os imunizantes chineses – incluindo a CoronaVac – pode sair até sexta-feira (7).

A proposta de reabertura será discutida nesta semana com representantes dos 27 países-membros e deve entrar em vigor em junho. “O sistema é uma nova ferramenta para obter informações sobre a covid-19 e a situação de cada cidadão”, afirmou Didier Reynders, funcionário europeu encarregado de elaborar o plano.

“A proposta é permitir a entrada na UE, por motivos não essenciais, de todas as pessoas procedentes de países com boa situação epidemiológica e também as que receberam a última dose recomendada de uma vacina autorizada pela UE”, afirmou ontem a Comissão Europeia, em comunicado.

Pela proposta, os turistas deverão ter recebido a última dose pelo menos 14 dias antes da chegada. A necessidade de quarentena e de realização de um teste durante o desembarque, no entanto, ainda são questões em aberto, segundo Adalbert Jahnz, porta-voz da Comissão Europeia.

Autoridades também estudam alterar o método que determina se um país está ou não em situação crítica. Atualmente, viagens não essenciais, independentemente da vacinação, são permitidas para turistas de apenas sete países que apresentam uma “boa situação epidemiológica”.

Hoje, na prática, isso significa uma taxa de infecção cumulativa de 25 novos casos por cada 100 mil habitantes nos últimos 14 dias. Este número poderia subir para 100.

Com o novo limite, o número de países com “boa situação epidemiológica” deve ser ampliado para cerca de 40, incluindo Reino Unido, Japão e Rússia. O Brasil ficaria de fora. Segundo os registros mais recentes do Centro de Controle de Doenças Europeu (ECDC), a taxa brasileira é quatro vezes superior a este limite, chegando a 400 novos casos por 100 mil habitantes

Países como França, Itália, Espanha e Grécia, que dependem do turismo para recuperar a economia, já sinalizaram que pretendem adotar as novas medidas assim que possível. No Twitter, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que “é hora de reviver a indústria do turismo”.

Ela alertou, no entanto, que é preciso ficar atento às novas cepas. “Se variantes surgirem, precisamos agir rapidamente”, disse Ursula, que propôs um “mecanismo de freio de emergência”. Os países da UE revisariam a situação a cada duas semanas.

Outra medida para impulsionar o turismo será a criação de um registro central do bloco, que permitiria viagens para europeus que portem o “certificado verde”. O sistema, proposto em 17 de março pela Comissão Europeia, está em fase de implementação.

Ele dará a moradores da Europa e seus parentes o direito de viajar pelos países do bloco, contanto que possuam prova de vacinação contra covid-19, teste negativo para coronavírus ou documentação que ateste sua recuperação da doença.

“Precisamos de um certificado único, que seja válido em todos os países-membros, que possa acabar com essa cacofonia de diferentes medidas que impedem as pessoas de se moverem livremente dentro da UE”, disse Juan Fernando López Aguilar, eurodeputado espanhol que lidera a elaboração das regras a respeito de documentos de viagem durante a pandemia.

Além das medidas anunciadas em Bruxelas, vários países já começaram a implementar os próprios certificados de vacinação. O governo da Dinamarca criou o aplicativo “Coronapas”, para permitir que turistas vacinados ou que se recuperaram de uma infecção entrem em bares, restaurantes e museus.

Um esquema semelhante foi adotado em Israel, que tem um dos níveis mais altos de vacinados do mundo. O “Passe Verde”, elaborado pelas autoridades sanitárias, permite que os usuários acessem hotéis, academias e teatros. Recentemente, o governo fechou acordos com Grécia e Chipre para que o certificado permita a entrada de cidadãos israelenses.

A Associação Internacional de Transportes Aéreos (Iata) também lançou o próprio aplicativo, batizado de “Iata Travel Pass”, que está sendo testado por várias companhias aéreas, incluindo Emirates, Etihad, Singapore Airlines, Air New Zealand e Qantas.

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