Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 20 de março de 2021
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, ameaçou neste sábado (20) bloquear as exportações da vacina contra o coronavírus da AstraZeneca/Oxford, se a União Europeia não receber as doses prometidas.
“Temos a opção de suspender as exportações planejadas. Esta é nossa mensagem à AstraZeneca: respeite o contrato com a Europa antes de começar a fornecer [doses] para outros países”, disse em entrevista ao conglomerado de mídia alemão Funke.
Na quinta-feira (18), a agência de medicamentos do bloco afirmou que a vacina de Oxford é “segura e eficaz” no combate ao coronavírus após analisar a suspeita de casos de formação de coágulos em pacientes imunizados.
A reguladora disse também que vai continuar a acompanhar e analisar os dados de vacinação no continente, mas que os benefícios da aplicação da vacina superam os riscos.
O órgão apresentou o resultado da análise de alguns casos de trombose em idosos, e reforçou que não há indícios de relação com a vacina. Ao menos 13 países da União Europeia haviam suspendido temporariamente a aplicação do imunizante.
A vacina de Oxford/AstraZeneca é uma das duas usadas no Brasil – a outra é a vacina CoronaVac feita em parceria pela chinesa Sinovac com o Instituto Butantan. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) afirmou que não há evidências que apontem – até o momento – para uma relação entre o uso da vacina e a ocorrência de casos de trombose e embolia pulmonar.
Passaporte
A União Europeia apresentou na quarta-feira (17) o projeto que propõe a forma, organização e especificidades do que está sendo chamado de passaporte de vacinação, documento que deve facilitar a reabertura do bloco para o turismo. O documento recebeu o nome provisório de “Certificado Verde Digital”, mas não será necessariamente verde e nem somente digital. Haverá também uma versão em papel que contará com um código de barras que trará informações referentes à imunização do viajante. O documento poderá conter comprovante de vacinação, resultado de teste contra a Covid ou um atestado de recuperação da doença.
O certificado será gratuito, aceito em todos os 27 países-membros da União Europeia e bilíngue, sendo a primeira língua a oficial do país em que o documento foi emitido e a segunda o inglês. No que diz respeito à vacina, o documento deverá trazer o nome do imunizante, o número de doses aplicadas, a data e o local da vacinação. Os cidadãos que receberam doses da BioNTech/Pfizer, Moderna, AstraZeneca e Janssen terão total liberdade de circulação. Já quem recebeu doses de farmacêuticas ainda não reconhecidas pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA), como a Hungria e a Eslováquia, que aplicaram vacinas Sputnik e Sinopharm, caberá ao país membro definir se aceita ou não a vacina aplicada.
O projeto da Comissão Europeia não pretende impor que os cidadãos se vacinem, pelo contrário, no texto há a garantia de que as pessoas que não puderem ou não quiserem ser vacinadas poderão desfrutar da mesma liberdade de circulação dos vacinados, mas com ressalvas. Ocorre que as pessoas não imunizadas estarão sujeitas a apresentar testes obrigatórios contra Covid-19 ou cumprir quarentena.
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