Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 27 de julho de 2020
O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), declarou que a vacina chinesa contra o coronavírus pode estar disponível para a população em janeiro do ano que vem. A afirmação foi feita em entrevista à Rádio Itatiaia na manhã desta segunda-feira (27).
À tarde, questionado sobre a declaração, Doria disse que, com o avanço dos testes, “poderemos iniciar a produção da vacina em dezembro e imediatamente na sequência iniciar a vacinação”, caso não haja nenhuma intercorrência no processo.
Toda vacina precisa passar por etapas importantes de estudo até ser aprovada para uso. Após a fase pré-clinica, com testes em animais, há 3 fases de testes em humanos. Os testes precisam comprovar que a vacina é segura, que produz anticorpos e que é capaz de proteger contra o vírus. O Instituto Butantan, de São Paulo, tem um acordo de cooperação com o laboratório chinês Sinovac, que produz a vacina, e é um dos 12 centros que vão coordenar os testes da imunização no Brasil.
“A quantidade necessária para iniciar a imunização da população brasileira, pode ser aplicada já no início de janeiro com o SUS, com aplicação gratuita em toda população. A melhor notícia que poderíamos ter é a vacina”, disse o governador em entrevista concedida à Rádio Itatiaia.
Questionado sobre a declaração que deu à rádio, Doria disse que a vacina poderia ser produzida em dezembro e distribuída no SUS logo depois.
“Em relação à vacina, quando falamos isso [da previsão de vacinação até o fim do primeiro semestre de 2021] era o final do mês de maio. Depois disso, as informações foram sucedendo positivamente, aumentando, portanto, a convicção de que já ao final deste ano, não havendo nenhuma intercorrência na terceira fase de testes da Coronavac, vacina que já começou a ser testada desde a semana passada”, disse Doria.
“Nessas circunstâncias, como disse Dimas Covas, nós já poderemos iniciar a produção da vacina em dezembro e imediatamente na sequência iniciar a vacinação, com o SUS, de milhões de brasileiros, não apenas em São Paulo como também em outros Estados. São informações positivas advindas da velocidade e dos trâmites que a vacina vem tendo em sua testagem”, completou o governador.
“Essa expectativa é baseada no cronograma previsto do estudo clínico e da fase de registro na Anvisa. Então, dentro dessa previsão esperamos que até o final desse ano tenhamos esse registro e a partir daí essa vacina seja oferecida ao Brasil em primeiro lugar, ao SUS do Brasil, porque é um programa nacional de imunização e também a outros países”, disse Dimas na ocasião.
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