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| A vitória do governo Dilma

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Primeiro-ministro chinês Li Keqiang. (Foto: Li Xueren/AFP)

Era previsível, até mesmo para a oposição, que o governo aprovasse a MP 665. O que não estava no horizonte, pelo menos dos governistas, era o PMDB enquadrar o partido da presidente Dilma. Nem uma vitória tão apertada. Os petistas vacilaram na defesa de medidas fiscais consideradas fundamentais para a sobrevivência do atual governo. E, como dizem dirigentes aliados, o PMDB salvou o PT do próprio PT.

Reforma política: rumo ao beleléu
O desânimo tomou conta da Comissão da Reforma Política. A proposta que tem mais apoio, o distritão, ainda não obteve os 308 votos para ser aprovada. O voto distrital “paralelo”, como diz o relator Marcelo Castro, ou “rígido”, como define Marcus Pestana, também não tem, mesmo com a adesão do PT. Restou aos negociadores construir uma proposta para acabar com os 11 partidos nanicos, que elegeram 25 deputados. Querem agora tentar aprovar o fim das coligações e a cláusula de barreira de 1% dos votos. Mas, para isso, precisam convencer PSOL (5 deputados), PV (8), PPS (11), PCdoB (13) e Solidariedade (16) de que a sobrevivência deles não será ameaçada.

Nova sabatina
O presidente do Senado, Renan Calheiros, diante do adiamento da aposentadoria dos ministros do STF, de 70 para 75 anos, pretende regulamentar o tema. Sua intenção é submeter os ministros a nova sabatina, já que terão mandato adicional.

Desautorizado
O PMDB votou em peso na Câmara contra a retirada de pauta da MP 665. O requerimento era de seu líder, Leonardo Picciani, que tinha feito um acordo com a oposição. Eleito por pequena margem de votos, ele ficou isolado ontem. Os principais dirigentes da sigla ficaram irritados com sua atitude, contrária à estratégia da legenda de colocar o PT na parede.

Um dia depois do outro
Na visita ao Acre, o ex-presidente Lula tirou da agenda visita à empresa Contax. Ela atua na área de telecentro e presta serviços terceirizados. O governador petista Tião Viana suou a camisa para que a empresa se instalasse naquele Estado.

Convergência
Governistas já faziam essa leitura, agora são oposicionistas. O vereador Cesar Maia (DEM) resume: “O fato é que nem o governo e seu partido (incluindo Lula) e nem a oposição têm personagens com força para mobilizar e inspirar confiança”. Sobre os recentes protestos: “Os mais importantes líderes políticos ficaram em casa”.

Uma mão lava a outra
Como anunciou a oposição, ontem, na votação da MP 665, eles deram o troco no PT, por conta do discurso que os petistas fizeram na votação da terceirização. Todos saíram do embate com o carimbo de adversários dos trabalhadores.

Costurando
Para debater acordos na visita ao Brasil do primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, reuniram-se no Rio os presidentes das Academias de Ciências, Chunli Bai e Jacob Palis, o ministro Aldo Rebelo e o presidente do CNPq, Hernan Chaimovich.

Chama a atenção no Congresso o fato de nenhum dirigente ou parlamentar do PSDB defender a imagem do ex-presidente tucano Sérgio Guerra.

Com Amanda Almeida,
sucursais e correspondentes

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