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Economia Ação da Petrobras sobe 16% e tem maior alta desde 1999

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A alta foi puxada principalmente pelo forte avanço da Petrobras, Vale e bancos. (Foto: Vanderlei Almeida/AFP)

A Bovespa fechou em forte alta e engatou o quarto avanço seguido nesta quinta-feira (3), com o cenário político no centro dos holofotes e em dia de agenda cheia nas cenas corporativa e macroeconômica.

A alta, a maior desde 2009, foi puxada principalmente pelo forte avanço da Petrobras, Vale e bancos. A petroleira se destacou pela maior alta diária desde 1999, segundo a Economatica.

O Ibovespa, principal índice de ações da bolsa, avançou 5,12%, aos 47.193 pontos. Essa é a maior pontuação desde 24 de novembro de 2015, quando a bolsa fechou aos 48.284 pontos.

Este é o maior avanço diário desde 2009. Segundo a Economatica e a FN Capital, no dia 29 de outubro daquele ano o índice subiu 5,91%.

Destaques

Petrobras fechou com as preferenciais na maior alta diária desde 1999, segundo a Economatica. Os papéis tiveram alta de 16,28%, a R$ 6,57. No dia 15 de janeiro de 1999, os mesmos papéis subiram 20,67%, segundo a Economatica.Já as ações ordinárias subiram 12,46%, a R$ 9,11.

Vale mostrou as preferenciais com ganho de 9,7%, a R$ 10,96, tendo como pano de fundo leve alta dos preços do minério de ferro na China e com agentes financeiros ainda avaliando os termos do acordo da Samarco sobre o desastre em Minas Gerais. As ações ordinárias subiram 9,84%, a R$ 15,62.

O Banco do Brasil saltou 13,07%, maior ganho percentual desde novembro de 2008, também repercutindo as notícias políticas, segundo a Reuters. Itaú Unibanco e Bradesco subiram 9,89% e 8,93%, respectivamente, maiores altas em sete anos, tendo ainda no radar aprovação na Câmara dos Deputados de medida provisória que aumenta para 18% a alíquota do Imposto de Renda sobre o juro sobre capital próprio, conforme esperado. Santander Brasil avançou 8,42%.

A Usiminas saltou 35,11%, maior ganho desde janeiro de 1994, em nova sessão de ganhos fortes no setor siderúrgico, com profissionais do mercado de renda variável atribuindo o movimento exacerbado de Usiminas em grande parte a coberturas de posições vendidas. Também esteve no radar reunião do Conselho de Administração da Usiminas prevista para o próximo dia 11, que poderá avaliar um plano de capitalização da siderúrgica, segundo a Reuters.

A Embraer desabou 13,99%, maior queda desde março de 2002, após reportar resultado trimestral considerado fraco por analistas, assim como estimativas para 2016, que desapontaram.

Cenário político

Segundo a Reuters, o principal foco dos investidores era reportagem dizendo que o senador Delcídio do Amaral (PT-MS), ex-líder do governo no Senado, teria feito acordo de delação premiada como parte da operação Lava-Jato citando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a presidenta Dilma Rousseff.

“Se isso for verdade, a já desgastada governabilidade do atual morre de vez”, disse à agência o chefe da mesa de renda variável da corretora de um banco em São Paulo.

No mercado financeiro, notícias potencialmente desfavoráveis para o governo tendem a repercutir positivamente, uma vez que favorecem apostas de mudança no cenário político e econômico, ainda segundo a Reuters.

Há também expectativa de que a sexta-feira traga nova fase da operação Lava-Jato, com risco de afetar nomes ainda mais relevantes na política nacional. (AG)

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