De acordo com a Polícia Civil, foi a própria rede social que identificou, por meio de ferramentas de controle, que o usuário dava sinais de que pretendia transmitir a própria morte por enforcamento. Além de postagens de conteúdo suicida, ele havia feito um vídeo ao vivo em que deu a atender que se mataria nas duas horas seguintes.
Assim que surgiu o alerta, a empresa, com sede nos Estados Unidos, repassou as informações à autoridade policial nos Estados Unidos, que acionou a Secretaria de Segurança Pública de Santa Catarina.
Por meio dos dados do cadastro do usuário, policiais catarinenses chegaram até a casa do homem, onde confirmaram a situação e evitaram o suicídio. Ele foi encaminhado pelos bombeiros a um hospital, onde foi medicado. Ele agora passa por acompanhamento psicológico da assistência social da prefeitura da cidade onde mora, informou a Polícia Civil.
O homem alegou que pretendia se matar por estar desempregado e porque a mulher está grávida do quarto filho. Ele tem histórico de problemas psicológicos e depressão.
Ferramentas de controle
Em nota, o Facebook informou não ter nenhum porta-voz para falar sobre o caso, mas informou que no último mês divulgou “uma atualização nas ferramentas de prevenção de suicídio na plataforma, e que incluem as transmissões pelo Live”.
“Pessoas assistindo um vídeo ao vivo terão a opção de falar diretamente com a pessoa transmitindo o vídeo e reportá-lo para nós. Também ofereceremos recursos para que a pessoa denunciando o vídeo possa ajudar seu amigo”, diz o informativo divulgado pelo Facebook.
De acordo com a empresa, as pessoas que fazem a transmissão ao vivo agora têm a opção de “entrar em contato com um amigo, com uma central de ajuda ou podem ver dicas”.
“Além disso, com base no feedback de especialistas, estamos testando nos Estados Unidos um processo simplificado de denúncia que utiliza padrões de reconhecimento de posts previamente denunciados para suicídio. Essa abordagem de inteligência artificial fará a opção de denunciar um post sobre ‘suicídio ou automutilação’ mais proeminente”, segundo o Facebook.
A empresa afirma que estão em testes padrões de reconhecimento “para identificar posts como muito propensos a incluir pensamentos de suicídio”. A ideia é que equipes revisem esses posts e, caso necessário, forneçam recursos à pessoa que publicou o conteúdo, mesmo que ninguém na rede social tenha denunciado.


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