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Porto Alegre Acesso alternativo ao Centro de Porto Alegre é alargado para agilizar o fluxo de serviços essenciais

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Trecho de aterro e pedras em área inundada já registra 100 veículos por hora. (Foto: Júlio Ferreira/PMPA)

Construído na última sexta-feira (10) após três dias de obras, o caminho de aterro e pedras que liga o viaduto da avenida Castelo Branco ao Túnel da Conceição tem cumprido a sua função de acesso alternativo ao Centro de Porto Alegre pela principal entrada da cidade, ainda inundada pelo Guaíba. A estrutura está sendo alargada em 300 metros, a fim de qualificar o intenso fluxo de veículos de ajuda humanitária.

A iniciativa da prefeitura já permite um tráfego médio de aproximadamente 100 veículos por hora. Para permitir um tráfego mais ágil e seguro no trecho, cerca de 60 trabalhadores atuam no local. “A demanda é enorme, diante das dificuldades que enfrentamos, então foi preciso ampliar o trânsito no local”, ressalta o engenheiro Assis Arrojo, secretário municipal de Serviços Urbanos.

Uso exclusivo – O caminho é exclusivo para caminhões com suprimentos para abrigos, hospitais, mercados, farmácias, viaturas em serviço e identificadas como Prefeitura de Porto Alegre, Governo do Estado, Governo Federal e Forças Armadas, ambulâncias e viaturas de segurança. Veículos que não estejam prestando serviço humanitário não podem acessar o corredor.

Idealizado para agilizar o abastecimento de serviços essenciais à capital gaúcha, tais como oxigênio, água, alimentos e equipamentos de emergência, o informalmente denominado “corredor humanitário” é definido pelo titular da pasta de Obras e Infraestrutura (Smoi), André Flores: “Esse é um esforço de toda a prefeitura para diminuir o impacto das cheias e melhorar os acessos da cidade”.

O acesso improvisado exigiu a derrubada de parte da passarela de pedestres, porque a alta camada de aterro elevou o nível do solo para os veículos, impedindo a passagem de caminhões, por exemplo. A estrutura de concreto foi inaugurada há 50 anoa para permitir a travessia segura de pedestres entre a área externa da Estação Rodoviária e o restante do Centro Histórico – essa parte deve ser reconstruída futuramente.

Logística

O corredor tem uma pista única, funcionando de forma alternada. No sentido Litoral-Capital, o acesso é monitorado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) no quilômetro 94 da BR-290 (Freeway). Já no caminho inverso, a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) está posicionada na avenida Paulo Gama com a Osvaldo Aranha, orientando os motoristas.

Também há pontos de observação da altura dos caminhões, já que existe limitação de 4,2 metros na passagem pelo Túnel da Conceição.

Chegando a Porto Alegre, o motorista que sai da Freeway desce o viaduto, acessa o trecho de pedras do corredor (próximo ao prédio do Tumeleiro) e ingressa na rua Sarmento Leite e avenida Osvaldo Aranha ou João Pessoa.

Já para quem sai da cidade, a rota se dá pela Osvaldo Aranha, Sarmento Leite (na contramão) e Túnel da Conceição (também pela contramão), até passar pelo trecho de pedras do caminho humanitário e alcançar a Castelo Branco.

(Marcello Campos)

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