Quarta-feira, 27 de maio de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Política Acusado de irregularidades, juiz da Operação Lava-Jato no Rio fala em “fatos distorcidos”

Compartilhe esta notícia:

O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, diz que afirmações são falsas. (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil/Arquivo)

O juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, responsável por julgar os processos do braço fluminense da Operação Lava-Jato, reagiu nesta sexta-feira (4) às acusações de irregularidades feitas pelo advogado Nythalmar Dias Ferreira Filho. O criminalista foi alvo de uma operação da Polícia Federal em outubro do ano passado, sob suspeita de tráfico de influência, e agora tenta a homologação de um acordo de colaboração premiada com a PGR (Procuradoria-Geral da República).

“Afirmações falsas! Fatos distorcidos! A reunião referida pelo advogado de defesa (e por ele gravada) foi feita a pedido do próprio advogado e com a participação do representante do MPF, na 7ª Vara Federal Criminal do RJ”, afirma Bretas sobre as declarações do advogado.

O conteúdo dos anexos da proposta de delação foi revelado pela revista Veja. De acordo com a reportagem, Bretas é apontado como um juiz que negocia penas, orienta advogados, combina estratégias com o Ministério Público, direciona acordos de delação e pressiona investigados.

A matéria cita alguns exemplos dados por Nythalmar: o advogado diz que o Bretas garantiu ao ex-presidente da Delta Engenharia, Fernando Cavendish, “aliviar” a pena dele caso o empresário fechasse acordo de colaboração. Afirma também que o juiz intermediou um “acordo informal” com o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral para poupar a ex-primeira-dama Adriana Ancelmo das investigações de corrupção que atingiram o político. Outra acusação é a de que Bretas teria tentado transferir, de São Paulo para o Rio de Janeiro, uma investigação envolvendo o ex-diretor da Dersa, Paulo Vieira de Souza, na esperança de encontrar alguma irregularidade envolvendo o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, crítico declarado dos métodos da Lava-Jato. O advogado afirma ainda que o juiz tentou interferir na campanha de 2018 em favor do ex-governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel, destituído após sofrer impeachment, ao vazar o depoimento de um ex-assessor do então adversário Eduardo Paes.

Marcelo Bretas desmontou o maior escândalo de corrupção no Rio: ele foi responsável por condenar Cabral a penas que somam mais de 300 anos de prisão. Também conduziu o inquérito da Operação Furna da Onça, que colocou deputados da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro no banco dos réus e abriu caminho para a investigação das rachadinhas que atingiu o senador Flávio Bolsonaro. Em outra frente, homologou a delação do ex-presidente da Fecomércio do Rio, Orlando Diniz, que colocou a Lava-Jato no encalço de uma rede de advocacia supostamente ligada a esquema de desvios do “Sistema S” fluminense.

O nome do juiz teria sido usado pelo criminalista para aumentar a carteira de clientes. De acordo com a investigação da Polícia Federal que envolveu o advogado, Nythalmar apresentava-se como alguém com poder diante de Bretas e dos procuradores da força-tarefa da Lava-Jato. Seu nome é visto com reservas entre criminalistas mais experientes por causa dos métodos que usa, considerados heterodoxos. Com apenas 30 anos, ele desbancou grandes nomes do Direito brasileiro na defesa de acusados na Lava-Jato. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

tags: em foco

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Ex-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão é condenado a 98 anos de prisão por corrupção ativa, organização criminosa e lavagem de dinheiro
Câmara dos Deputados aprova projeto que inclui no Código Penal crime de violência psicológica contra a mulher
Pode te interessar