Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 11 de junho de 2017
Em uma estratégia de sobrevivência mútua, o presidente Michel Temer e o senador afastado e ex-presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (MG), articulam para manter o partido na base de apoio ao peemedebista. De acordo com interlocutores, o parlamentar tucano tem defendido que a legenda permaneça no governo, avaliação que não contaria com a unanimidade de seus correligionários.
A movimentação de Aécio nesse sentido estaria sendo discreta, em um momento no qual cresce o movimento entre deputados e senadores do PSDB para pressionar a cúpula do partido a romper com o Palácio do Planalto. Atualmente, a sigla conta com quatro ministérios na administração federal.
Reunião
Nesta segunda-feira, haverá uma reunião do comando do PSDB para definir se a legenda se mantém na condição de aliada de Temer. A avaliação do governo é de que a situação de Aécio, após a delação premiada de executivos do grupo JBS/Friboi, é bem mais frágil que a do presidente da República.
Isso porque há um áudio em que o tucano e o empresário Joesley Batista, um dos donos do conglomerado, acertam uma propina de 2 milhões de reais.
“Como o PSDB poderá deixar o governo, se a situação do Aécio Neves é bem pior?”, questionou uma fonte ligada ao primeiro escalão de Temer. “Primeiro, os tucanos teriam que tomar uma posição em relação ao senador.”
O fato é que muitos tucanos já não escondem o desconforto com a permanência de Aécio na legenda, atualmente presidida pelo senador cearense Tasso Jereissati. A avaliação da bancada do PSDB na Câmara dos Deputados é de que a permanência do senador na sigla fragiliza a imagem do partido.
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