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Mundo Agência europeia não vê indícios de ligação entre coágulos e vacina de Oxford

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O Canadá já aplicou 307 mil doses da AstraZeneca. (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) afirmou nesta terça-feira (16) não ter indícios de que a imunização com a vacina da AstraZeneca/Oxford contra o coronavírus tenha influenciado na formação de coágulos sanguíneos.

Mais de uma dúzia de países europeus suspenderam recentemente o uso da vacina da AstraZeneca enquanto especialistas da EMA analisam questões sobre a segurança da vacina – há também relatos de casos isolados de hemorragia e baixa contagem de plaquetas.

“Quero ressaltar que, no momento, não há indícios que a vacinação [com o imunizante da AstraZeneca] tenha causado essas condições – não apareceram nos testes clínicos e não estão listados como efeito colateral esperado para essa vacina”, disse a diretora-executiva da EMA, Emer Cooke.

“Nos testes clínicos, tanto as pessoas vacinadas quanto as que receberam placebo não mostraram mudanças na avaliação dos dados de coagulação. E o número de eventos de formação de coágulos entre os vacinados também não parecem ser maiores do que o observado na população em geral”, continuou Cooke.

A especialista destacou ainda a importância dos imunizantes para prevenir os casos de covid-19, especialmente nas formas graves que requerem internação hospitalar, e disse que esse é um fator de peso na avaliação de risco feita pela EMA.

“Enquanto essa investigação está em andamento, continuamos firmemente convencidos de que os benefícios da vacina da AstraZeneca em prevenir a Covid-19 superam os riscos de efeitos colaterais.”

Conclusão

Cooke afirmou ainda que o painel de especialistas analisa se há qualquer relação de causa entre o uso da vacina da AstraZeneca/Oxford e os casos adversos ou se eles foram originados por outras causas.

“Isso requer uma análise muito rigorosa de todos os dados disponíveis dos eventos. Os especialistas avaliaram esses os dados e também as circunstâncias clínicas para determinar se a vacina pode ter contribuído [para as coagulações]”, explicou.

“Vamos nos reunir novamente na quinta-feira (18) para chegar a uma conclusão com toda a informação disponível e nossos especialistas vão nos aconselhar caso haja alguma recomendação adicional que precise ser tomada – e informaremos o público sobre isso imediatamente após essa reunião.”

Moderna

A Moderna, empresa farmacêutica norte-americana, anunciou nesta terça que está iniciando testes de sua vacina contra a covid-19 em bebês e crianças. Mais de seis mil crianças, dos seis meses aos 11 anos de idade, foram recrutadas nos Estados Unidos e no Canadá para os testes. As informações são do Wall Street Journal.

“Esse estudo pediátrico nos ajudará a calcular a potencial segurança e imunização da nossa vacina contra a covid-19 nessa população mais jovem”, disse Stéphane Bancel, CEO da Moderna.

Por enquanto, nenhuma vacina contra a covid-19 pode ser aplicada em pessoas com menos de 16 anos de idade. A da Moderna, inclusive, só pode ser aplicada em maiores de 18.

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