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Rio Grande do Sul Agente de saúde é investigado em cidade gaúcha por não aplicar vacina em idosa no momento da injeção

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Medida entra em vigor nesta segunda-feira (2), com exigências específicas. (Foto: EBC)

Um dos maiores temores para quem procura a vacinação contra covid é não receber o imunizante adequadamente, por imperícia ou negligência do agente de saúde. Pois esse problema, que ainda motiva muitas pessoas a gravarem com o celular o momento da injeção, ocorreu na cidade gaúcha de Candiota (Sul do Estado), onde uma idosa recebeu a picada no braço mas não o fármaco.

O caso envolve uma agricultura de 61 anos, cujo marido filmou o incidente nesta semana. Encarregado do procedimento em posto de saúde na periferia da cidade, um técnico de enfermagem apenas espetou a agulha mas não pressionou a seringa com a segunda dose da vacina de Oxford-Astrazeneca.

A situação foi relatada às autoridades locais e a prefeitura já afastou temporariamente o servidor municipal, que corre o risco de ser exonerado se for comprovado que agiu de forma deliberada. Ele também será submetido a processo disciplinar destinado a apura como e porque não aplicou a injeção.

O caso também foi registrado junto à Polícia Civil e denunciado ao Ministério Público (MP) do Rio Grande do Sul. A agricultura, por sua vez, já teve a sua caderneta vacinal atualizada, com a segunda injeção. Desta vez, para valer.

Corrupção

O Ministério Público, aliás, tem trabalhado de forma constante em operações sobre crimes envolvendo o combate à pandemia. Nesta semana, o seu Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) cumpriu mandados de busca e apreensão em oito secretarias municipais de Cidreira, Imbé, Balneário Pinhal e Tramandaí, no Litoral Norte.

No centro da investigação, a suspeita da prática de preços abusivos, pagamento de propina e outras infrações à ordem econômica e popular nas compras de insumos laboratoriais e produtos médico-hospitalares para pacientes de covid.

Foram alvos um ex-prefeito, um vereador, três titulares de pasta municipais, seis servidores públicos, um representante comercial, quatro empresários e três empresas. As ordens judiciais abrangeram endereços comerciais e residenciais dos investigados, também Canoas, Porto Alegre e Xangri-lá.

A ofensiva resulta de apuração iniciada em 2020 e que constatou a falsificação e adulteração de álcool-gel 70% vendido a diversos municípios gaúchos. Com as provas colhidas nas duas fases anteriores da operação, a promotoria deparou com esquema criminoso ainda maior de corrupção, peculato e fraudes a licitações.

O grupo criminoso contava com participação de agentes públicos das cidades abrangidas. Por meio de um representante comercial, recebiam propina para beneficiar três empresas em procedimentos licitatórios ou compras diretas. Os líderes do esquema tinham conhecimento prévio dos preços ofertados pelos concorrentes a essas prefeituras para que pudessem oferecer preço mais baixo e vencer o processo de compra.

Eles faziam questão de oferecer os mais diversos tipos de produtos – de avental e máscara a sacos para cadáveres – com a intenção de manter o esquema funcionando e se beneficiarem, posteriormente, com a venda do produto principal: o álcool adulterado, ineficaz contra o coronavírus.

(Marcello Campos)

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