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Economia Agronegócio enfrenta a chamada tempestade perfeita

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Há 45 dias à frente do Ministério da Agricultura, o ministro André de Paula assume a pasta em um dos momentos mais adversos do agronegócio. (Foto: FecoAgro/Divulgação)

Há 45 dias à frente do Ministério da Agricultura, o ministro André de Paula assume a pasta em um dos momentos mais adversos do agronegócio, que enfrenta a chamada tempestade perfeita. “Há uma conjunção de fatores externos e internos, como os impactos da guerra do Irã, endividamento elevado do produtor, alta do custo dos insumos, baixa nos preços das commodities, necessidade de seguro”, disse ele em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo.

No diagnóstico feito a partir de conversas com representantes do setor, estabeleceu-se o enfrentamento ao endividamento rural e um Plano Safra “robusto”, principal política pública de crédito rural, como medidas emergenciais. “Vamos trabalhar para que possamos ter juros de um dígito para a próxima safra e defender uma atenção especial à renegociação das dívidas rurais, que será pressuposto para o sucesso do Plano Safra”, afirmou. Leia, a seguir, os principais trechos da entrevista.

– Como o sr. avalia seu primeiro mês à frente do Ministério da Agricultura? Quais são os principais desafios e as prioridades definidas diante deles? “Há uma série de desafios. Nas visitas que fiz, o diagnóstico é sempre o mesmo seja no Norte, no Nordeste, no Sul, no Sudeste, seja na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), seja na Sociedade Rural Brasileira, seja na Agrishow.

– E qual é essa pauta diante do diagnóstico apresentado pelo setor? “Neste momento, trabalhamos o Plano Safra. A intenção é construir um plano robusto do ponto de vista numérico com taxas de juros que possam permitir que os recursos disponibilizados se tornem acessíveis à maioria dos produtores. A renegociação das dívidas rurais é outra pauta porque é pressuposto para o sucesso do Plano Safra. Sem uma atenção especial ao endividamento, teremos menos produtores que podem se habilitar ao Plano Safra. Esse é um desafio presente, porque é uma questão que imaginamos que, tecnicamente, possa estar resolvida na metade do mês de junho para que ele possa ser anunciado no início de julho. Na área internacional, o desafio continua sendo abrir novos mercados para produtos agropecuários brasileiros. Chegamos aqui com 555 mercados abertos na gestão do ministro Carlos Fávaro, alcançamos 612 e temos o objetivo de chegar ao fim deste ano com 700 novos mercados abertos.

– O sr. percorreu autarquias, recebeu uma série de representantes de entidades do agronegócio em apenas 30 dias. Qual foi a fotografia da conjuntura do setor? “Há uma percepção de todos de que temos um momento desafiador, que vai desde os desafios que são inerentes à própria atividade da agricultura, de grande risco climático, a uma conjunção de fatores externos e internos – como os impactos da guerra do Irã, endividamento elevado do produtor, alta do custo dos insumos, baixa nos preços das commodities, necessidade de um seguro. Todos sabem que o desafio é muito grande. A senadora Tereza Cristina (PPMS) cunhou um termo de que o setor está vivendo a tempestade perfeita, porque são vários fatores de uma mesma equação, todos com sinal de alerta piscando. Ao mesmo tempo, a vida do produtor rural sempre foi de muitos desafios. E os resultados seguem sendo muito positivos, por exemplo, com crescimento das exportações, que subiram 11,7% em abril deste ano frente a abril do ano passado, mesmo com os impactos decorrentes do conflito no Irã. Apesar de todas as dificuldades, esses números mostram que o setor é capaz de se superar.

– Uma das principais medidas deste primeiro semestre é o anúncio do Plano Safra. Dada a conjuntura de restrição orçamentária e queda de juros menor que o esperado, qual será o Plano Safra possível? É possível aumentar o volume de recursos – foram R$ 516,2 bilhões para a agricultura empresarial no último ciclo – e reduzir juros?A nossa proposta é um Plano Safra mais vigoroso ainda do que já apresentamos nos três primeiros anos. O desafio do momento é a taxa de juros. Vamos trabalhar para que possamos ter taxa de juros de um dígito. A proposta do Ministério da Agricultura, que será discutida com Fazenda e Casa Civil, reflete o sentimento do produtor rural, dos parlamentares e das entidades setoriais. Vamos defender o enfrentamento do endividamento, um juro que seja o menor possível que possibilite o maior acesso possível aos recursos disponibilizados, um plano consistente e o seguro rural.”

– O sr. esteve com a Frente Parlamentar da Agropecuária e falou em inaugurar uma nova fase na relação com a bancada, que tem sido uma das vozes críticas ao governo. Como essa interlocução tem avançado?É muito importante ouvir as críticas do setor para ter capacidade de promover correções. Isso é um ativo que me permite receber os parlamentares, avaliar com a equipe o que está sendo feito e o que pode ser corrigido. No período em que eu estiver à frente do ministério, mais ouvirei do que falarei. Já tenho maturidade suficiente para entender que no governo a gente não trabalha com o ideal, mas sim com o possível.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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