Sexta-feira, 01 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 30 de abril de 2026
O Departamento Municipal de Água e Esgotos (Dmae) realizou ajustes na rotina de tratamento com o objetivo de restabelecer as características habituais da água que sai do Guaíba com destino às torneiras de Porto Alegre. A medida foi adotada após painéis sensoriais identificarem, nos últimos dias, alterações relativas a aspectos como gosto e cheiro, embora não haja comprometimento da segurança e potabilidade.
De acordo com o diretor de Água do órgão, Lucas Nadler, fatores ambientais que impactam a percepção de gosto e odor. Ele acrescenta: “As mudanças sensoriais estão diretamente relacionadas às características do líquido captado em estado bruto no Guaíba. Com as alterações já promovidas, a normalização deve ocorrer nos próximos dias”.
Captação, tratamento e distribuição atendem aos padrões da Portaria nº 888/2021 do Ministério da Saúde, com fiscalização pela Vigilância Ambiental da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) da capital gaúcha. A cada dia são realizadas cerca de 2,4 mil análises, abrangendo manancial, estações de tratamento e pontos da rede de distribuição.
Os relatórios mensais de qualidade estão disponíveis na página virtual prefeitura.poa.br/dmae . Outras informações podem ser consultadas no Sistema de Informação de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Sisagua), do Ministério da Saúde – sisagua.saude.gov.br/sisagua.
Monitoramento
Nessa quinta-feira (30), o Dmae deflagrou um projeto-piloto para monitoramento remoto da rede de esgotamento sanitário de Porto Alegre. Equipamentos foram instalados em diferentes pontos da Zona Sul, para período de testes que deve durar 90 dias. A iniciativa foi viabilizada em conjunto com a Gabinete de Inovação, vinculado À Secretaria-Geral de Governo.
A empresa Bauzitech, parceira do Dmae na prova de conceito, será responsável por receber – em tempo real – os dados dos sensores. Dentre as funcionalidades previstas estão a medição contínua do nível da rede, a detecção antecipada de extravasamentos e a integração de informações com o sistema de drenagem urbana.
“Além de permitir respostas mais rápidas, a tecnologia pode auxiliar na melhoria do planejamento das intervenções. Com isso, buscamos tornar o serviço mais eficiente, resultando em benefícios diretos para a população e ao meio ambiente”, afirma o diretor de Esgotamento Sanitário do Dmae, Rafael Zaneti.
Ao término do período de testes, o Departamento avaliará a viabilidade de implantação definitiva da solução. A tecnologia utilizada no projeto tem por base a chamada “Internet das Coisas” (IoT), que permite a coleta de dados por meio de sensores conectados e envio remoto dessas informações para plataformas em nuvem, onde são processadas. Tais recursos permitem ampliar a capacidade de monitoramento e adoção de medidas preventivas.
(Marcello Campos)
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