Domingo, 13 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 11 de setembro de 2026
O ministro Alexandre de Moraes votou nessa sexta-feira (11) pela manutenção da condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) a quatro anos e dois meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo. O julgamento ocorre no plenário virtual da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) e analisa os embargos de declaração apresentados pela Defensoria Pública da União (DPU).
A condenação está relacionada à atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, onde, segundo a acusação, ele buscou pressionar autoridades americanas e interferir no andamento das investigações e do processo envolvendo a tentativa de golpe de Estado no Brasil. O caso também tem relação com a ação que levou à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Os ministros da Primeira Turma têm até 18 de setembro para apresentar seus votos. Além de Moraes, integram o colegiado Cármen Lúcia, Cristiano Zanin e Flávio Dino. A sessão virtual foi pautada por Moraes no início deste mês.
Eduardo Bolsonaro foi condenado por unanimidade pela Primeira Turma do STF em junho. Na ocasião, os ministros entenderam que a atuação do ex-deputado configurou tentativa de interferência no processo em curso no Supremo.
Biografia de Bolsonaro
Em outra frente, a Polícia Federal afirma que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro teria orientado como os recursos para o filme “Dark Horse”, uma biografia do pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro, seriam geridos nos Estados Unidos. Segundo a PF, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro foi o responsável pelo “financiamento ilícito” da produção cinematográfica.
Dono do extinto Master, Vorcaro classificou o aporte no filme como “o mais importante disparado”, conforme mensagem enviada por ele ao cunhado Fabiano Zettel, apontado como seu operador. O ex-banqueiro reclamava de um atraso no pagamento e disse que aquilo não poderia se repetir.
A polícia pediu abertura de inquérito, em julho, para apurar o financiamento do filme sobre Bolsonaro. As suspeitas foram tornadas públicas nesta sexta-feira, 11. O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a investigação.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, e o irmão Eduardo são investigados. Entre os crimes sob apuração, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção passiva e ativa e organização criminosa. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!