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Economia Alta do dólar não é um problema apenas do Brasil, diz o ministro da Fazenda

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Para Joaquim Levy, existe um processo de recuperação do País. (Foto: José Cruz/ABr)

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse nessa quarta-feira que a atual elevação da cotação do dólar faz parte de um movimento em todo o mundo e não só um problema do Brasil. Para ele, existe um processo de recuperação do País, com várias medidas que vêm sendo adotadas.

Segundo Levy, alguns impactos do preço da moeda norte-americana no mercado interno são em consequência de efeitos que estavam represados. O dólar ultrapassou a casa do 4 reais.

“Acredito que vamos ver maior estabilidade no dólar também. Difícil, impossível fixar qual o patamar, mas tenho certeza que essa volatilidade maior também vai se esvair na medida em que algumas questões, como a votação dos vetos e o próprio Orçamento, forem devidamente equacionadas. Estes são os elementos que vão permitir à gente, inclusive, recolher os frutos do que já foi feito. Esta é a estratégia de crescimento e é aí que a gente tem que se fixar, com responsabilidade fiscal e clareza de gastos”, disse Levy, após um evento da Ordem dos Advogados do Brasil.

“Acho que primeiro tem movimento global de câmbio e a gente tem que estar atento. O mais importante é a gente avaliar a situação do Brasil. Eu acho que o processo de recuperação da economia está em curso. Diversas medidas que foram tomadas no início do ano estão produzindo seus efeitos. Agora o que a gente vê é um certo represamento desses efeitos na economia por outras razões que não econômicas”, acrescentou Levy.

Rebaixamento

Sobre um possível rebaixamento do grau de investimento do Brasil pela agência de classificação de risco Fitch, Levy garantiu que “as medidas estão surtindo efeito. Alguns resultados mais positivos estão sendo represados por circunstâncias que trazem uma certa incerteza. Isso tem limitado a capacidade de investimento e até a capacidade de arrecadação. Mas eu tenho a convicção de que, vencidas essas incertezas, a capacidade de recuperação da economia será rápida”. (Daniel Lima/ABr)

tags: economia

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