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Variedades Amy Winehouse teve carreira meteórica abreviada pelas drogas. Relembre trajetória

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Cantora morreu por intoxicação alcoólica, aos 27 anos. (Foto: Reprodução)

Lembrada por sua voz feita para o sucesso, um visual carregado em tatuagens, maquiagem e penteados elaborados e por seus problemas com drogas, Amy Winehouse marcou o mundo da música durante o auge de sua breve carreira, interrompida por sua morte precoce aos 27 anos de idade, em 23 de julho de 2011, há 10 anos.

Seu primeiro disco, Frank, foi lançado em outubro de 2003, quando tinha acabado de completar duas décadas de vida. Focando em gêneros como soul e R&B, fez sucesso localmente, com músicas tocadas em rádios do Reino Unido e tendo como primeiro destaque Stronger Than Me, foi indicada ao Brit Awards, premiação da indústria musical britânica, em 2004. Na sequência, vieram outras canções como Take the Box, In My Bed e Help Yourself.

Foi somente dois anos depois, porém, em outubro de 2006, que Amy Winehouse avançou vários degraus na carreira com o lançamento do disco Back to Black. Seu passaporte para a fama mundial veio através de Rehab, em que dizia no refrão, já traduzido ao português: “Eles tentaram me fazer ir para a reabilitação, mas eu disse: não, não, não”. Foi nesse álbum que surgiram outras de suas músicas, como You Know I’m No Good, Just Friends, Tears Dry On Their Own e a própria Back do Black.

O prêmio Grammy de 2008 pode ser considerado como o principal momento da trajetória da cantora. Indicada em seis categorias, recebeu cinco prêmios, sagrando-se como a grande vencedora da noite (na sequência, vinham Kanye West, com quatro. Foo Fighters, Justin Timberlake e Herbie Hancock levaram dois cada um). Sua Rehab superou concorrentes como Beyoncé e Rihanna, e ainda foi considerada a artista revelação, à frente de nomes como Taylor Swift.

Durante o período de sucesso, Amy Winehouse também viveu altos e baixos na sua vida pessoal. Em 2005, conheceu Blake Fielder-Civil em um bar em Londres. Os dois se apaixonaram e se casaram dois anos depois. Seu marido, que chegou a ser preso enquanto estavam juntos, também tinha envolvimento com drogas. O matrimônio foi turbulento, contou com traições e, em 2009, se divorciaram nos tribunais ingleses.

Entre os problemas com a polícia, chegou a ser julgada por porte de maconha e investigada por conta de um vídeo em que aparecia fumando crack. Em 2008, chegou a ser presa em 25 de abril, passou a noite na delegacia como advertência pela acusação de agredir dois homens na noite londrina. Já com suas apresentações ao vivo ficando marcadas por influência de problemas extrapalco, precisou ser internada por conta de um enfisema pulmonar.

Ainda que suas músicas continuassem a fazer sucesso, Amy Winehouse já passava a chamar atenção mais por conta de suas polêmicas e por seu estado de saúde do que pelo talento musical. Em 2009, a cantora decidiu se afastar dos palcos. Seu retorno ocorreria somente dois anos depois, em 2011, com uma turnê no Brasil, passando por cidades como Florianópolis, Rio de Janeiro, Recife e São Paulo. Hospedada no bairro de Santa Teresa, no Rio, a artista mobilizou dezenas de paparazzi e fez apresentações com cerca de uma hora de duração, esquecendo letras e em algumas ocasiões deixando músicas inteiras para serem cantadas por seus backing vocals.

Amy voltou a cantar em público poucas vezes após o fim de sua passagem pelo Brasil. Em uma delas, na cidade de Belgrado, na Sérvia, em 11 de junho de 2011. Nitidamente alterada, teve dificuldades para se apresentar e ouviu sonoras vaias, fazendo com que cancelasse o resto de seus shows marcados para a Europa e voltasse para casa para descansar.

Pouco mais de um mês após o ocorrido, a cantora morreu, remetendo à “maldição dos 27 anos”, referência popular à idade em que diversos astros da música conhecidos por suas vidas desregradas, partiram. Entre eles, Janis Joplin, Jimi Hendrix, Jim Morrisson e Kurt Cobain.

A última gravação de Amy Winehouse em estúdio foi lançada em 14 de setembro de 2011, poucos meses após sua morte, naquele que seria seu 28º aniversário. Body and Soul foi um dueto com Tony Bennett, gravado em 23 de março daquele mesmo ano. A ideia era que a música também chamasse atenção à criação da Fundação Amy Winehouse, que visava financiar projetos de combate à dependência química voltado para crianças e adolescentes.

Sobre a parceria, Bennett comentou à época: “Ela era uma artista de imensas proporções. Estou profundamente triste ao saber de sua morte trágica. Ela foi extraordinária, com uma intuição rara como vocalista. Estou realmente arrasado que seu talento excepcional chegou a um fim tão cedo. Ela era uma pessoa adorável e inteligente. Quando nós gravamos juntos, ela fez uma performance comovente”.

 

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