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Geral Antes de dolarizar a economia, o novo presidente da Argentina quer mudar o nome da moeda do país

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(Foto: Reprodução)

Uma reportagem do jornal argentino La Nación revelou alguns planos do presidente eleito da Argentina, Javier Milei, para o seu futuro mandato. Segundo a publicação, o ultradireitista teria dito a interlocutores que, antes de pôr em prática sua proposta de dolarizar a economia – se de fato fizer isso –, ele mudará o nome da moeda do país.

“O peso não tem mais utilidade. Essas pessoas lhe tiraram todo o respeito”, disse ele, em alusão ao atual governo do peronista Alberto Fernández, cujo ministro da Economia, Sergio Massa, foi seu adversário no segundo turno.

A reportagem não disse qual seria o novo nome atribuído ao peso argentino, mas a notícia provocou reações divertidas nas redes sociais. No X (antigo Twitter), algumas opções despontaram na bolsa de apostas. “Conan”, alcunha do cachorro falecido de Milei que o presidente afirma ter conversas do além, foi um dos mais citados – incluindo variações, como “cryptoconan” e “conancoins”. Outros apostaram em “Karina”, nome da irmã do ultraliberal e que foi seu braço direito nas eleições.

Entenda a proposta

Uma das principais propostas de campanha do economista ultraliberal é substituir o peso argentino como moeda corrente pelo dólar americano. O objetivo da medida seria driblar a altíssima inflação, que nos últimos 12 meses ultrapassou os dois dígitos.

Hoje, o dólar é usado na Argentina em contas-poupança e como referência para grandes transações, como imóveis, embora o pagamento final seja no peso. É comum que a população guarde suas economias em dólar. Com a mudança, a moeda americana passaria a ser usada também nas transações correntes, como pagamentos de salários.

Isso não significaria, no entanto, um aumento no poder de compra dos argentinos ou maior riqueza para o país. A taxa de câmbio é o que define isso, e quanto maior ela estiver, menor a renda da população em dólar.

Taxa básica de juros

Por outro lado, a dolarização da economia tornaria a política econômica do país completamente dependente do banco central dos EUA, o Fed. O governo não poderia mais fixar a taxa básica de juros, por exemplo, o que representaria um grande problema caso a economia americana entrasse em uma recessão por motivos domésticos, mesmo que as contas argentinas estivessem estabilizadas.

No Equador, que dolarizou a sua economia – que tem um porte bem menor que a da Argentina –, a mudança favoreceu o crescimento do narcotráfico e do desemprego, freando a indústria interna. As informações são do jornal O Globo.

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