Quinta-feira, 21 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 1 de dezembro de 2018
Antes de deixar pela primeira vez o prédio da Justiça Federal em Curitiba como um réu condenado em regime de prisão semiaberto domiciliar sob monitoramento, na quinta-feira, Antônio Palocci Filho teve uma audiência com o juiz federal Danilo Pereira Júnior. Durante o encontro, o ex-ministro questionou sobre a possibilidade de trabalhar.
A audiência era para Palocci receber instruções sobre o novo período de cumprimento de sua pena de nove anos e dez dias de reclusão – agora, fora das grades, em prisão domiciliar. O ex-ministro dos governos Lula e Dilma Rousseff estava encarcerado na sede da Polícia Federal, em Curitiba, berço da Operação Lava-Jato, desde setembro de 2016.
Na audiência, Palocci, que é médico, questionou ao juiz federal sobre a possibilidade de trabalhar. “Sou autônomo, dependo de trabalhar. E acho que assim, no processo de cumprimento de pena, o trabalho não é negativo. Tenho certeza que o senhor pensa assim. Não quero passear. Trabalhar é necessidade familiar”, afirmou.
Ficou acertado que a defesa do ex-ministro petista faria um pedido formal e o caso seria posteriormente decidido.
Por maioria de votos, na quarta-feira, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) reduziu a pena de Palocci na Lava-Jato, que era de 12 anos e 2 meses na primeira instância, para 9 anos e 10 dias.
No entendimento do juiz de execução penal, que explicou sobre os regimes semiaberto e aberto, por ora, não é o momento para que ele comece a trabalhar, visto que o ex-ministro deverá cumprir a pena integralmente em casa.
Porém, o magistrado orientou que a defesa de Palocci, que é médico, faça o pedido no processo e não afastou a possibilidade por completo.
“Uma vez apresentado qual é o tipo de trabalho, onde, horário, aí a defesa peticiona e vou dar vista [ao Ministério Público Federal]. Em regra, não tem autorizado”, afirmou o juiz.
Visitar a mãe
Palocci também demonstrou interesse em poder visitar a mãe, que mora em Ribeirão Preto (SP), cerca de 320 quilômetros de distância de São Paulo (SP). A defesa explicou que a idade avançada é um impeditivo para o deslocamento dela.
“A gente, eventualmente, tem feito essas autorizações, uma vez por mês. Em princípio, da minha parte, não vejo problema”, disse o juiz.
Ele explicou ainda que a defesa deveria protocolar o pedido, que também será avaliado pelo MPF. Conforme o magistrado, em geral, os pedidos desse tipo aceitos são para deslocamentos feitos no mesmo dia.
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