Quinta-feira, 21 de maio de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Notícias Antes de seguir para prisão domiciliar, Antonio Palocci perguntou ao juiz se pode trabalhar

Compartilhe esta notícia:

O ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci. (Foto: Reprodução/TV)

Antes de deixar pela primeira vez o prédio da Justiça Federal em Curitiba como um réu condenado em regime de prisão semiaberto domiciliar sob monitoramento, na quinta-feira, Antônio Palocci Filho teve uma audiência com o juiz federal Danilo Pereira Júnior. Durante o encontro, o ex-ministro questionou sobre a possibilidade de trabalhar.

A audiência era para Palocci receber instruções sobre o novo período de cumprimento de sua pena de nove anos e dez dias de reclusão – agora, fora das grades, em prisão domiciliar. O ex-ministro dos governos Lula e Dilma Rousseff estava encarcerado na sede da Polícia Federal, em Curitiba, berço da Operação Lava-Jato, desde setembro de 2016.

Na audiência, Palocci, que é médico, questionou ao juiz federal sobre a possibilidade de trabalhar. “Sou autônomo, dependo de trabalhar. E acho que assim, no processo de cumprimento de pena, o trabalho não é negativo. Tenho certeza que o senhor pensa assim. Não quero passear. Trabalhar é necessidade familiar”, afirmou.

Ficou acertado que a defesa do ex-ministro petista faria um pedido formal e o caso seria posteriormente decidido.

Por maioria de votos, na quarta-feira, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) reduziu a pena de Palocci na Lava-Jato, que era de 12 anos e 2 meses na primeira instância, para 9 anos e 10 dias.

No entendimento do juiz de execução penal, que explicou sobre os regimes semiaberto e aberto, por ora, não é o momento para que ele comece a trabalhar, visto que o ex-ministro deverá cumprir a pena integralmente em casa.

Porém, o magistrado orientou que a defesa de Palocci, que é médico, faça o pedido no processo e não afastou a possibilidade por completo.

“Uma vez apresentado qual é o tipo de trabalho, onde, horário, aí a defesa peticiona e vou dar vista [ao Ministério Público Federal]. Em regra, não tem autorizado”, afirmou o juiz.

Visitar a mãe

Palocci também demonstrou interesse em poder visitar a mãe, que mora em Ribeirão Preto (SP), cerca de 320 quilômetros de distância de São Paulo (SP). A defesa explicou que a idade avançada é um impeditivo para o deslocamento dela.

“A gente, eventualmente, tem feito essas autorizações, uma vez por mês. Em princípio, da minha parte, não vejo problema”, disse o juiz.

Ele explicou ainda que a defesa deveria protocolar o pedido, que também será avaliado pelo MPF. Conforme o magistrado, em geral, os pedidos desse tipo aceitos são para deslocamentos feitos no mesmo dia.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Notícias

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Aproximação Bolsonaro-Trump: especialistas vislumbram poucas contrapartidas práticas por parte do governo americano em troca do apoio diplomático brasileiro
Campanha contra a aids tem foco na ampliação de testes para o diagnóstico
Pode te interessar