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Cultura Aos 80 anos, Ringo Starr diz ter “idade mental de 24 anos” e revela os bastidores do novo disco

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O cantor e baterista Ringo Starr afirma: “eu ainda estou aqui. Ainda faço as mesmas coisas de antes”. (Foto: Scott Robert Ritchie/Divulgação)

Caso o mundo permitisse, Ringo Starr estaria ainda hoje comemorando os seus 80 anos (o aniversário, em julho, só não passou em branco porque ele fez uma live com os amigos). E bem do jeito que gosta: correndo os palcos do mundo com sua All-Starr Band, agremiação de estrelas fundada por ele em 1989 e que, desde então, vem fazendo um dos bailes roqueiros mais animados (como o Brasil pôde conferir algumas vezes, nos anos 2010).

Mas, com a pandemia, o melhor que o baterista dos Beatles pôde fazer foi festejar os 30 anos da banda com um livro de fotos (“Ringo Rocks: 30 years of the All Starrs”, lançado em dezembro). E voltar ao estúdio.

Na sexta-feira, chega ao streaming “Zoom in”, um EP de cinco músicas gravado entre abril e outubro, quase todas no estúdio que Ringo tem em sua casa em Los Angeles. Em entrevista por Zoom, ele comentou o lançamento:

“Eu tinha uma música apenas, ‘Zoom in, zoom out’ (composta pelo produtor Jeff Zobar) e pensei um fazer um EP, mas daí precisaria de mais umas três músicas. Então, liguei para a Diane Warren (autora de hits como ‘Because you loved me’, de Celine Dion; e ‘Un-break my heart’, de Tony Braxton), para ver se ela tinha alguma coisa… e aí ela me mandou uma música. Eu não queria ter que participar da composição de todas as canções, só queria relaxar”, disse.

A tal música foi a celebratória “Here’s to the nights”, que Ringo adorou e lançou como single em dezembro, para criar expectativa para o EP.

“Eu amo essa ideia da Diane do ‘essa vai para as noites que não esqueceremos’. Eu canto também que ‘essa vai para os amigos’, e eu tenho um monte de amigos dos quais não esqueço. ‘Here’s to the nights’ é uma grande canção para as festas de Ano Novo, daquelas para todo mundo ouvir e se abraçar”, afirmou.

Para gravar o grande coral da música, o baterista combinou então de ele chamar os seus muitos amigos e Diane, os dela.

“Comecei os convites pelo Paul (McCartney), porque, você sabe, eu o conheço bem. Depois, fui atrás de dois amigos que estavam na cidade, Dave Grohl e Ben Harper. Aí liguei para Sheryl Crow em Nashville e ela topou. Então vieram Jenny Lewis, Steve Lukather… foi como se uma flor desabrochasse com a chegada de tanta gente”, relata Ringo. “Tive então de parar com os convites e cair no trabalho. Tudo o que disse foi: você pode cantar em uníssono, fazer harmonias, pode fazer o que quiser, mas tem que soar como uma multidão. E todos foram bem.”

O clima das gravações foi o melhor possível, diz Ringo – e ajudou a manter sua jovialidade em alta:

“A minha idade mental é de 24 anos! Mas agora eu tenho 80 e alguns meses, e o relógio não para. A idade se tornou esse negócio todo para as pessoas, mas eu ainda estou aqui. Ainda faço as mesmas coisas de antes, mas me cuido, sou vegetariano, malho, danço, toco bateria…”, disse.

E a bateria de Ringo se faz notar no disco, especialmente na canção “Waiting for the tide to turn”, um reggae. É a única música de “Zoom in” da qual ele participou da composição – na letra, inclusive, o baterista tenta dar uma esperança nesses tempos difíceis da Covid-19 (“há uma luz no fim do túnel”).

“Quando o reggae surgiu, eu não conseguia tocar. Nessa canção, eu fiz apenas o que sabia, o meu estilo de reggae de Liverpool”, faz uma autocrítica. “Mas aí descobrimos que Tony Chen, o grande guitarrista de reggae que tocou com Bob Marley e Toots (Hibbert), vivia em Los Angeles e o chamamos para gravar. Ele ouviu a bateria e falou (Ringo imita o sotaque jamaicano): ‘Isso aí é você, cara? Tá tocando bem!’ Foi um elogio e tanto! Tony disse que até o som da bateria era o certo, de reggae!”, afirmou.

Se por um lado Ringo anseia por voltar à estrada e tocar a sua vida solo adiante, por outro o passado beatle volta a bater na sua porta com “Get back”, documentário do diretor Peter Jackson que sai este ano. Ele recupera gravações não usadas de “Let it be”, filme de 1970, de Michael Lindsey-Hogg, que mostra as brigas e o afastamento dos Beatles durante as gravações do álbum de mesmo nome. Um alegre trailer de “Get back”, lançado em dezembro, deixou os fãs excitados.

“É bem conhecido que nunca fui apreciador do filme original”, lembra Ringo. “Mas agora sei que as pessoas poderão ver que havia ali um bocado de intimidade, de paz e amor… e de banda tocando. O verdadeiro documentário será ‘Get back’”, disse Ringo. As informações são do jornal O Globo.

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