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Cláudio Humberto Apagão vem aí, mas Aneel luta contra geração solar

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Seria inacreditável se não ocorresse no setor público brasileiro: o País enfrenta sua mais grave crise de energia, há risco iminente de apagão, mas a “agência reguladora” Aneel se junta ao que há de mais suspeito no Congresso para tentar aniquilar a geração de energia solar, que é limpa, renovável e barata. A Aneel e seus “parças” querem taxar entre 28% e 57% a energia gerada e injetada na rede pelo sistema solar, que ajudaria a evitar apagões. Objetivo, que vexame, é inviabilizar o setor.

Aposta na dependência
Há cada vez mais evidências de que o lobby contra a energia solar objetiva manter o Brasil dependente das termelétricas, caras e sujas.

Capazes de tudo
O lobby das termelétricas pendurou “jabuti” na MP da privatização da Eletrobrás, tentando obrigar o governo a sustentá-los por mais 15 anos.

Maior cara-de-pau
A alegação é que a energia solar é “subsidiada”. Alegação cínica para quem defende interesses das subsidiadíssimas termelétricas.

Deveriam ter acabado
Termelétricas apareceram no apagão do governo FHC, mas deveriam ser desativadas em cinco anos. Mas ficaram ricas e “influentes”.

Brasil aplica mais de 2 milhões de doses em 24h
O Brasil bateu o recorde, nesta quinta (17), e pela primeira vez aplicou mais de dois milhões de doses de vacinas contra covid-19 em 24h: exatas 2.165.725 doses, antes mesmo do fechamento dos números. De acordo com atualização feita às 21h31 (horário europeu) pelo portal independente vacinabrasil.org, o País havia aplicado 2.036.665 primeiras doses e 129.060 pessoas foram imunizadas com a segunda dose.

29% vacinados
Com a impressionante marca desta quinta, o Brasil chegou a 29% da população vacinada e 11,5% imunizada com duas doses.

85,1 milhões de doses
No total, o Plano Nacional de Imunização (PNI) já aplicou 85.147.498 vacinas contra a covid-19 desde o início da campanha.

100 milhões este mês
A média diária de doses aplicadas subiu para 1,1 milhão e aumentou a expectativa de chegar aos 100 milhões de doses até o final do mês.

É bom, esconde
Notícias sobre câmbio eram frequentes, enquanto o real derretia frente ao dólar. Ontem, o ministro Fábio Faria (Comunicações) lembrou que o real é a terceira moeda que mais cresceu em relação ao dólar, este ano.

Objetivo confirmado
A ameaça de tornar o ministro Marcelo Queiroga (Saúde) “investigado” da CPI gerou críticas da deputada Janaína Paschoal. “Desmerece o trabalho e confirma que o objetivo é exclusivamente eleitoral”, disse.

Sem alarde
O Brasil atingiu nesta quinta (17) a marca de 16 milhões de pessoas que contraíram a Covid-19 e conseguiram se curar. Equivalem a quase 10% de todos os recuperados no planeta, mas não ganham plaquinha na CPI.

Proibição específica
O presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), revelou que foram apreciados 484 requerimentos na comissão. Apenas quatro rejeitados, incluindo a convocação do enrolado ex-ministro do PT Carlos Gabas.

‘Se fui liso, não me lembro’
Advogado da JBS e do líder do governo, Fernando Bezerra (MDB-PE), André Callegari virou gozação de amigos por ter ido aos EUA se vacinar, deixando para trás os tempos em que, liso, era feliz usuário do SUS.

Passo gigantesco
O senador Marcos Rogério (DEM-RO) comemorou a aprovação da MP que cria condições para privatizar a Eletrobras após votação apertada. “Vitória! O Brasil dá um grande passo rumo ao desenvolvimento!”, disse.

Rebordosa
O abrandamento da lei de improbidade vai gerar enxurrada de recursos de processos em andamento, lembra Jacqueline Valle, mestre em Direito Penal. “Lei menos dura tem que beneficiar quem já está sendo acusado”.

Outra rodada
O Senado aprovou por 42 votos a 37 a medida provisória que viabiliza a privatização da Eletrobras, mas já que os senadores alteraram o texto aprovado na Câmara, ela volta para mais uma rodada de votações.

Pensando bem…
… pandemia é emergência mundial, mas nada parece mais importante que recesso parlamentar.

PODER SEM PUDOR

Cabeça chata
Baixinho, atarracado e quase sem pescoço, o marechal cearense Humberto de Alencar Castello Branco tinha seus momentos de bom humor. Certa vez, ele reagiu assim à pilha de processos levada a ele pelos ministros Octávio Bulhões e Roberto Campos: “Os senhores sabem por que eu tenho cabeça chata? É de tanto os senhores baterem nela e me pedirem: ‘Assina logo isso aí, presidente’”…

Com André Brito e Tiago Vasconcelos

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