Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 17 de janeiro de 2018
O promotor de justiça Marcus Vinícius da Costa e a mulher dele, Luciana Alves, também servidora do MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro), foram encontrados mortos na manhã de terça-feira (16) em um apartamento na Barra da Tijuca, Zona Oeste carioca. Os corpos do casal apresentavam marcas de tiro e indicação de que houve uma briga. No local, também havia uma arma.
Não havia sinais de arrombamento do imóvel, localizado na rua Coronel Paulo Malta Resende. Segundo a Polícia Militar, a arma foi encontrada perto do corpo de Marcus Vinícius. A Delegacia de Homicídios confirmou que a pistola automática pertencia ao promotor.
Ao chegar na manhã de terça para trabalhar, a emprega do casal encontrou os corpos das vítimas caídos na sala. De acordo com comunicado do MP-RJ, a Polícia Civil diz acreditar que o fato tenha ocorrido na madrugada de segunda (15), mas ainda não há informações sobre as circunstâncias das mortes. Uma moradora do prédio, que pediu para não ser identificada, conta que foram ouvidos vários disparos no domingo à tarde. “O dia estava muito tranquilo até que ouvimos muitos disparos. Nem imaginei que fosse dentro de um apartamento, por isso nem ligamos para a polícia. Acredito que tenha sido quatro ou cinco tiros que escutamos.”
O Batalhão de Polícia Militar do Recreio dos Bandeirantes foi o primeiro a chegar ao local. A DH (Divisão de Homicídios) foi acionada e fez uma perícia no local.
Segundo a DH, as características encontradas no local apontam para homicídio, seguido de suicídio, mas o caso ainda está sendo investigado. Marcus Vinícius da Costa integrava, desde o final do ano passado, o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do Ministério Público do Rio. Anteriormente, ele atuava na promotoria de Campo Grande.
A última grande operação contra as milícias na qual o promotor atuou ocorreu em 23 de dezembro do ano passado. A ação tinha como alvo o grupo de Wellington da Silva Braga, o Didi, irmão de Carlos Alexandre da Silva Braga, o Carlinhos Três Pontes, morto em confronto com a polícia.
Crime passional
“Estavam os dois corpos no chão da sala do apartamento. Tudo indica que foi crime passional seguido de suicídio. Não há nada que indique que o crime tenha ligação com a atividade dele”, afirmou o promotor Homero das Neves, responsável pelos inquéritos da DH, ao deixar o prédio onde o crime ocorreu.
O ICCE (Instituto de Criminalística Carlos Éboli) fará um exame para saber se há vestígios de pólvora nas mãos do casal. Outras hipóteses para o crime ainda não foram descartadas pela polícia, mas elas são consideradas muito remotas pelos investigadores.
Na página de Luciana no Facebook, é possível ver que o relacionamento do casal teria começado no fim de 2015. A última postagem dela foi no dia 7 de janeiro, durante uma viagem de réveillon para Playa del Carmen, um conhecido destino turístico no litoral do México.
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