Segunda-feira, 11 de maio de 2026

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Comportamento Aplicativos de namoro se reinventam: pesquisa mostra que 79% da Geração Z relataram cansaço emocional com o uso

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O excesso de interações superficiais, a repetição de conversas e a dificuldade em criar vínculos mais profundos aparecem entre as principais reclamações.

Foto: Freepik
O excesso de interações superficiais, a repetição de conversas e a dificuldade em criar vínculos mais profundos aparecem entre as principais reclamações. (Foto: Freepik)

Entre “matches”, “ghostings” e conversas que raramente chegam ao mundo real, a Geração Z começa a demonstrar cansaço com os aplicativos de relacionamento. Uma pesquisa da Forbes Health aponta que 79% dos jovens nascidos entre 1997 e 2012 relatam fadiga emocional provocada pelo uso dessas plataformas.

O excesso de interações superficiais, a repetição de conversas e a dificuldade em criar vínculos mais profundos aparecem entre as principais reclamações. Diante desse cenário, empresas tradicionais do setor passaram a reformular estratégias para reconquistar o público jovem, enquanto novos aplicativos apostam em experiências diferentes para transformar conexões virtuais em encontros presenciais.

O Tinder, por exemplo, ampliou recursos voltados à personalização dos perfis e à criação de afinidades. Entre as novidades estão o “Modo Música”, que incentiva conexões baseadas em gostos musicais, e o “Modo Astrologia”, desenvolvido para sugerir combinações a partir dos signos.

A empresa também começou a testar ferramentas voltadas para encontros presenciais. Em Los Angeles, nos Estados Unidos, usuários podem descobrir eventos e se conectar fora do ambiente digital.

“Hoje, mais de 60% da base do aplicativo têm menos de 30 anos, o que reforça nosso olhar atento às expectativas dessa geração”, informou a plataforma em nota.

Enquanto aplicativos tradicionais adaptam funcionalidades, novas empresas apostam em mudanças mais profundas. O 639APP, por exemplo, elimina inicialmente as fotos dos perfis, limita interações simultâneas e utiliza dados astrológicos para identificar afinidades entre usuários.

A proposta também inclui eventos presenciais. O projeto 639COM já participou de atrações como Ensaios da Anitta, Rock the Mountain, Oktoberfest e carnaval da Sapucaí.

“A estratégia do 639APP tem se concentrado na construção de pertencimento e na ampliação da experiência para além do ambiente digital”, afirmou Yule Mares, COO do ecossistema 639Hertz.

O desgaste provocado pelos aplicativos também aparece nos relatos dos próprios usuários. O cientista de dados Pedro Lustosa, de 25 anos, afirma que o uso repetitivo das plataformas tornou as interações previsíveis.

“Os apps tornam tudo muito robótico, sempre o mesmo passo a passo toda vez”, disse.

Especialistas avaliam que o fenômeno reflete um paradoxo vivido pela Geração Z: ao mesmo tempo em que os jovens possuem grande familiaridade com a tecnologia, também sofrem com o excesso de estímulos digitais.

Para Flávio Bizzarias, professor da ESPM, os aplicativos continuam ampliando possibilidades de interação, mas isso já não basta para atender às expectativas do público jovem.

“Cresce a busca por experiências mais equilibradas, autênticas e com mais sentido”, explicou.

Nesse contexto, plataformas começaram a apostar em propostas mais direcionadas. O Hinge, por exemplo, se apresenta como um aplicativo “feito para ser deletado”. A plataforma limita conversas sem resposta e incentiva interações com foco em encontros presenciais.

Já o Bumble identificou uma mudança de comportamento entre usuários da Geração Z. Segundo a empresa, 62% dos jovens voltaram a usar aplicativos de relacionamento, mas agora demonstram maior interesse em conexões genuínas.

O movimento também impulsiona iniciativas off-line. O happn, aplicativo que conecta pessoas que já se cruzaram na vida real, passou a investir em eventos presenciais e parcerias locais.

Para especialistas, o mercado de relacionamentos digitais vive uma transformação importante. Mais do que acumular curtidas e conversas rápidas, a nova geração parece buscar experiências menos artificiais e mais próximas da vida real.

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