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Notícias Aplicativos pornográficos e de jogos de azar burlaram restrições da Apple

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Alguns aplicativos que seriam proibidos na App Store se passaram por apps corporativos internos e conseguiram ser distribuídos. (Imagem: TechCrunch)

No início de fevereiro, acompanhamos um atrito entre Facebook e Google com a Apple por conta do uso indevido de certificados corporativos que permitiam a distribuição de aplicativos que conseguiam burlar as restrições da App Store. Investigando mais a fundo, o site TechCrunch descobriu que dezenas de aplicativos pornográficos e de apostas usaram o mesmo processo para contornar as restrições da Apple.

Segundo a reportagem, existem milhares de sites que oferecem aplicativos corporativos que podem ser instalados em um iPhone sem passar pela App Store. Embora isso normalmente exija o jailbreak do dispositivo, os aplicativos podem ser instalados normalmente porque possuem a aprovação na forma de um certificado corporativo, assim como acontecia com tais apps do Facebook e da Google. Os apps de pornografia permitiam que os usuários assistissem e pagassem por esse tipo de conteúdo, enquanto os aplicativos de jogos de azar permitiam que os usuários depositassem e retirassem dinheiro real. Essas ações são proibidas na App Store.

Muitos dos aplicativos descobertos com a certificação usavam nomes de empresas falsas ou um nome não descritivo para evitar qualquer suspeita e evitar a detecção. Outros, ainda, usavam nomes de empresas terceiras para obter a aprovação. Acredita-se que os desenvolvedores desses programas tenham obtido a certificação corporativa usando informações publicamente disponíveis dessas outras empresas.

Embora a Apple tenha removido vários aplicativos que violam os seus termos de responsabilidade, a situação destaca o que parece ser um grande dor de cabeça para a empresa. A Apple exige que as empresas se comprometam a não usar aplicativos aprovados com certificados corporativos para fins que não sejam de uso interno, mas parece que ainda não existem mecanismos eficazes para fazer com que as empresas mantenham essa promessa.

Regulador

Em outro caso, o Facebook intencionalmente violou a lei de privacidade e concorrência de dados e deve, juntamente com outras grandes empresas de tecnologia, estar sujeito a um novo regulador para proteger a democracia e os direitos dos cidadãos, disseram parlamentares britânicos nesta segunda-feira. As informações são da agência de notícias Reuters.

Em um relatório condenatório que destacou o presidente-executivo do Facebook, Mark Zuckerberg, pelo que disse ser um fracasso de liderança e responsabilidade pessoal, o Comitê Digital, de Cultura, Mídia e Esporte do parlamento britânico disse que as empresas de tecnologia se mostraram ineficazes em interromper o conteúdo prejudicial em suas plataformas.

Isso incluiu desinformação, tentativas de países estrangeiros de influenciar eleições e riscos para dados pessoais.

“Precisamos de uma mudança radical no equilíbrio de poder entre as plataformas e as pessoas”, disse o presidente do comitê, Damian Collins.

Collins disse que a era da inadequada autorregulação deve terminar, após uma investigação de 18 meses que concluiu que o Facebook “violou intencionalmente e conscientemente tanto a privacidade dos dados quanto as leis anticoncorrência”.

“Os direitos do cidadão precisam ser estabelecidos em estatuto, exigindo que as empresas de tecnologia adotem um código de conduta escrito em lei pelo Parlamento e supervisionado por um regulador independente”, disse ele.

O Facebook rejeitou a sugestão de que violou as leis de proteção de dados e de concorrência, e disse que compartilha as preocupações do comitê sobre notícias falsas e integridade nas eleições.

“Estamos abertos a uma regulamentação significativa e apoiamos a recomendação do comitê para a reforma da lei eleitoral”, disse Karim Palant, gerente de políticas públicas do Facebook no Reino Unido.

“Também apoiamos uma legislação de privacidade eficaz que imponha às empresas altos padrões no uso de dados e transparência para os usuários.”

Parlamentares da Europa e dos Estados Unidos estão lutando para enfrentar os riscos impostos pelas grandes empresas de tecnologia que regulam as plataformas usadas por bilhões de pessoas.

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