Quinta-feira, 01 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 1 de março de 2023
Quase oito anos após o crime, a Justiça marcou o julgamento do diplomata espanhol Jesus Figón, acusado de matar a esposa Rosemary Justino Lopes, de 50 anos, a facadas dentro do apartamento do casal em Jardim Camburi, Vitória (ES), na madrugada do dia 12 de maio de 2015. O júri vai acontecer no dia 8 de março, data em que é celebrado o Dia Internacional da Mulher.
Em despacho publicado no dia 16 de fevereiro de 2023, a juíza Lívia Regina Savergnini Bissoli Lage convocou o julgamento para ocorrer a partir de 9h.
Desde 2017 morando na Espanha, o júri vai ocorrer via videoconferência.
Ainda de acordo com o despacho, se quiserem, o acusado e a defesa poderão comparecer presencialmente na 1ª Vara Criminal de Vitória, sendo que o acusado teria que arcar com a viagem dele para o Brasil.
A reportagem da Rede Gazeta procurou a defesa de Jesús Figón Leo. Os advogados informaram que não irão se manifestar, pois estão com as atenções voltadas para o julgamento.
Destacaram ainda que o acusado cumprirá a pena na Espanha, em caso de condenação.
Os advogados não disseram se vão sustentar no julgamento a tese de que Rosemary teria se matado a facadas.
O crime
O crime aconteceu na madrugada do dia 12 de maio de 2015. Rosemary foi morta com cinco facadas, três no peito e duas nos braços.
Na época, o diplomata, se apresentou espontaneamente à polícia e confessou que matou a mulher após uma discussão. Eles foram casados por quase trinta anos.
Depois do crime, o governo espanhol suspendeu a imunidade de jurisdição do diplomata. Assim, Figón poderia responder penalmente pelo crime no Brasil.
No entanto, o governo espanhol solicitou que, caso fosse condenado, a pena seria cumprida na Espanha.
Durante o processo, uma medida cautelar proibia que o diplomata deixasse o Brasil e a defesa recorreu ao STJ.
O relator, ministro Nefi Cordeiro, entendeu que, como a pena vai ser aplicada na Espanha, não faz sentido ele aguardar o processo no Brasil.
Para ele, a saída do diplomata do país não afetaria a coleta de provas. O ministro ressaltou não haver indícios de que o diplomata tenha tentado destruir provas ou ameaçar testemunhas. As informações são do portal de notícias G1.
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