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Futebol Após ameaça, Messi ganha carta de um menino que o convida para morar em sua cidade: “Aqui ninguém vai te machucar”

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Criminosos ameaçaram o jogador em uma mensagem escrita na cidade de Rosário. (Foto: Reprodução)

Um menino de 10 anos escreveu uma carta para o jogador Lionel Messi convidando-o a vir morar em sua cidade: “É uma cidade tranquila, aqui ninguém vai te machucar”, diz o bilhete que viralizou na internet.

A motivação para esse convite foi a crescente onda de violência na cidade de Rosário, onde homens armados ameaçaram Messi por escrito em uma mensagem que deixaram depois de atirar em um supermercado de propriedade dos sogros do jogador.

O pai da criança contou que a ideia surgiu durante um jantar, depois de terem ouvido a notícia do ataque ao supermercado. O relato do pai foi publicado pela imprensa local, conforme reportagem do site de notícias El Ciudada no Web.

O bilhete diz o seguinte: “Olá, Messi, eu sou Martin, tenho 10 anos e queria saber se você pode vir a Coronel Dorrego. É uma cidade tranquila, ninguém vai machucá-lo ou incomodá-lo aqui. Quero jogar futebol com seus filhos”, diz a nota escrita em um pedaço de papel de embrulho.

Coronel Dorrego é um pequeno povoado agrícola que fica a 630 km da capital Buenos Aires. Segundo estimativas oficiais de 2022, lá moram cerca de 16 mil habitantes.

Mensagem de ameaça

“Messi, estamos te esperando. Javkin também é do tráfico, ele não vai te proteger”, diz a mensagem. Citado no cartaz, Pablo Javkin é o prefeito de Rosário, considerada a cidade mais violenta da Argentina e onde há forte atuação de narcotraficantes. O político esteve no local após o ataque, conversou com a imprensa argentina e levantou suspeitas a respeito das forças de segurança da província de Santa Fé, da qual Rosário faz parte.

“Eu duvido de todos, inclusive daqueles que deveriam nos proteger. E vou deixar claro, tivemos muitas reuniões com forças federais, provinciais, juízes, fiscais, nos últimos dias. Parte do que se falou tem a ver com essa zona e hoje aparece isso”, afirmou o prefeito da cidade.

Iván Gonzáles, subchefe da unidade regional de polícia, disse à rádio Cadena 3 Rosário que a suspeita é de que o ato tenha sido realizado com objetivo de chamar a atenção e não como uma intimidação concreta a Messi e à família Roccuzzo. A motivação, em sua visão, diz respeito a batalhas políticas da região.

Pablo Javkin pertence ao partido Frente Progressista e faz oposição ao governo do presidente Alberto Fernández, a quem tem responsabilizado pela violência na região. Nesta semana, Javkin e Omar Perotti, governador da província de Santa Fé, tiveram uma reunião com o Ministério da Segurança da Argentina para discutir medidas que possam reduzir a violência em Rosário.

Segundo Pablo Javkin, o bairro onde está localizado o supermercado da mulher de Messi, Antonella, esteve em pauta durante as discussões sobre a segurança da cidade nos últimos dias. “Cada vez que exigimos questões concretas, aparece isso”, disse o prefeito, que considera a ação uma estratégia dos criminosos para chamar a atenção e não uma intimidação direta a Messi. Para ele, Messi não corre perigo de morte. Ele também afirmou que conversou com a família Roccuzzo para acalmá-la e oferecer segurança. Explicou que a questão é política e não pessoal. As informações são do portal de notícias G1 e do jornal O Estado de S. Paulo.

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