Sábado, 11 de julho de 2026
Por Redação O Sul | 23 de dezembro de 2018
Após o presidente eleito, Jair Bolsonaro, bloquear um jornalista no Twitter, o seu filho Carlos Bolsonaro, vereador no Rio de Janeiro pelo PSL, saiu neste domingo (23), em defesa do pai na rede social, chamando de “piada” as acusações que são feitas ao presidente eleito de restringir o trabalho da imprensa.
“O PT tenta desde 2002 controlar todos os meios de comunicação. Em 2018, o controle da mídia e internet também estava em seu plano de governo. Mas Bolsonaro que é acusado de querer calar a imprensa porque bloqueou um militante esquerdista mal educado em seu perfil pessoal. Piada!”, escreveu Carlos.
O jornalista bloqueado se chama Leandro Demori e trabalha como editor-executivo da versão brasileira do The Intercept, um site de reportagens investigativas que tem como um de seus fundadores o jornalista Glenn Greenwald, que ficou mundialmente famoso por ter levado a público, em parceria com o ex-agente da CIA Edward Snowden, a existência dos programas secretos de vigilância global dos Estados Unidos.
Demori, que também é diretor da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo), criticou Bolsonaro por ter realizado o bloqueio logo na rede social que o presidente eleito utiliza para fazer anúncios oficiais e se comunicar com a sociedade. Sem visualizar as publicações de Bolsonaro, o jornalista afirma que é impedido de realizar o seu trabalho.
“Isso se chama silenciar. Bloquear me impede de ver o que ele escreve, como futuro chefe da nação, com salário pago pelos meus impostos. Me impede de fazer perguntas publicamente a ele e de debater com ele”, disse o jornalista.
Exclusão de páginas
O presidente eleito usou o Facebook na noite deste sábado (22), para criticar a exclusão de páginas de direita na rede social. “É muito grave mais uma ‘rodada’ de exclusões de mais de 10 páginas de direita incluindo as de Paulo Eduardo Martins, Eder Borges e República de Curitiba pelo Facebook. A liberdade de expressão tem que ser respeitada, inclusive quando você é atacado e legalmente responde!”, escreveu Bolsonaro.
Pelo Twitter, a página República de Curitiba, uma das afetadas, agradeceu aos seguidores por seguirem a nova página criada por eles após a exclusão. “O Facebook apagou nossa página com 800.000 seguidores no face, mas não vamos desistir. Obrigado pelas centenas de mensagens de apoio e curtidas na nova página.”
O deputado federal Paulo Martins (PSC-PR) usou sua página no Facebook para criticar a exclusão de seu perfil. “Meu perfil foi banido definitivamente pelo Facebook, sem qualquer justificativa. Vamos ver quanto tempo levam para banir a página. O Facebook precisa ser passado a limpo, definitivamente.”
Em novembro, o Facebook anunciou via seu fundador, Mark Zuckerberg, a criação para 2019 de uma equipe que funcionaria como uma espécie de “corte de apelação independente”, que decidirá sobre conteúdos controversos e se eles podem permanecer on-line ou não. Atualmente, os conteúdos controversos são detectados por meio da inteligência artificial ou porque são reportados pelos usuários e são revisados por um sistema interno.
Em nota oficial, o Facebook confirmou a exclusão das páginas por violarem as políticas de autenticidade da plataforma. “Estamos comprometidos em proteger a nossa plataforma de abusos e garantir a segurança das pessoas, e por isso estamos sempre eliminando Páginas e Perfis que violam nossos Padrões da Comunidade. Como parte do nosso trabalho permanente, no dia 21 de dezembro removemos Páginas e Perfis que estavam violando nossas políticas de autenticidade.”
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