Terça-feira, 23 de junho de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Geral Após comparação com Holocausto, relembre declarações de Lula sobre o conflito entre Israel e Hamas

Compartilhe esta notícia:

(Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Após comparar os ataques de Israel na Faixa de Gaza às mortes de judeus pelo regime nazista de Adolf Hitler, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi alvo de uma série de críticas, como do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, do presidente do Memorial do Holocausto Yad Vashem, Dani Dayan, e da Confederação Israelita do Brasil (Conib).

Mas essa não foi a primeira vez em que Lula se posicionou de forma enfática diante do conflito entre Israel e o grupo extremista Hamas. Foram muitas as declarações dadas pelo líder brasileiro desde o ataque de 7 de outubro, que desencadeou o confronto.

Lula rapidamente condenou as ações do Hamas, tendo-as classificado como um ato de terrorismo. Porém, passou aos poucos a subir o tom das críticas à resposta de Israel, chegando a atribuir os sucessivos ataques à Faixa de Gaza a um “genocídio” e, agora, os comparando ao assassinato de judeus pelos nazistas. Abaixo, relembre algumas declarações do presidente Lula sobre o conflito,

– 7 de outubro – “Meu repúdio ao terrorismo em qualquer de suas formas”: No mesmo dia dos primeiros ataques do Hamas a Israel, Lula escreveu em seu perfil no X (antigo Twitter) que ficou “chocado com os ataques terroristas realizados hoje contra civis em Israel, que causaram numerosas vítimas”. “Ao expressar minhas condolências aos familiares das vítimas, reafirmo meu repúdio ao terrorismo em qualquer de suas formas. O Brasil não poupará esforços para evitar a escalada do conflito, inclusive no exercício da Presidência do Conselho de Segurança da ONU”, continuou

Lula também reafirmou a posição da diplomacia brasileira em defesa de dois Estados: o de Israel e o da Palestina, fazendo um apelo à comunidade internacional para que as negociações para um acordo de paz sejam retomadas.

“Conclamo a comunidade internacional a trabalhar para que se retomem imediatamente negociações que conduzam a uma solução ao conflito que garanta a existência de um Estado Palestino economicamente viável, convivendo pacificamente com Israel dentro de fronteiras seguras para ambos os lados”, destacou.

– 11 de outubro – “É preciso que o Hamas liberte as crianças israelenses sequestradas de suas famílias”: Poucos dias depois dos ataques de Hamas a Israel, Lula voltou a falar sobre o conflito ao fazer um apelo para que o grupo extremista libertasse as crianças israelenses tidas como reféns. Na ocasião, também começou a tecer críticas à contraofensiva do país na região da Faixa de Gaza.

“É preciso que o Hamas liberte as crianças israelenses que foram sequestradas de suas famílias. É preciso que Israel cesse o bombardeio para que as crianças palestinas e suas mães deixem a Faixa de Gaza através da fronteira com o Egito. É preciso que haja um mínimo de humanidade na insanidade da guerra”, disse via redes sociais.

– 18 de outubro – “Ataque ao Hospital al-Ahli é tragédia injustificável”: Cerca de 10 dias após o início do conflito, Lula comentou o bombardeio ao Hospital al-Ahli na Faixa de Gaza. De início, a autoria do ataque foi atribuída a Israel pelo Hamas, que chegou a falar em centenas de mortos.

O país, no entanto, negou ter realizado o disparo, fato embasado posteriormente por uma análise da organização Human Rights Watch (HRW). Israel atribui o bombardeio a um lançamento fracassado pela Jihad Islâmica, organização palestina também considerada terrorista por Israel.

Apesar da guerra de versões, o presidente Lula condenou o bombardeio a um local onde estavam civis. “O ataque ao Hospital Baptista Al-Ahli é uma tragédia injustificável. Guerras não fazem nenhum sentido. Vidas perdidas para sempre. Hospitais, casas, escolas, construídas com tanto sacrifício destruídas em instantes. Refaço este apelo. Os inocentes não podem pagar pela insanidade da guerra”, escreveu nas redes sociais.

– 20 de outubro – “1,5 mil crianças já morreram na Faixa de Gaza, que não pediram para o Hamas fazer o ato de loucura que fez, de terrorismo”: Dois dias depois, Lula voltou a falar sobre o conflito, atribuindo diretamente ao Hamas pela primeira vez o ato de terrorismo. Antes, o presidente já havia classificado os ataques contra Israel de “terroristas”, mas não havia citado nominalmente o grupo extremista.

“Eu fico lembrando que 1.500 crianças já morreram na Faixa de Gaza. 1.500 crianças que não pediram pro Hamas fazer o ato de loucura que fez, de terrorismo atacando Israel. Também não pediram que Israel reagisse de forma insana e matasse eles. Exatamente aqueles que não tem nada a ver com a guerra, que só querem viver, que querem brincar, que não tiveram direito de ser criança”, disse enquanto participava remotamente da cerimônia dos 20 anos do Bolsa Família. As informações são do jornal O Globo.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Geral

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

“Discordamos”, diz o porta-voz do governo dos Estados Unidos sobre a declaração de Lula em relação ao Holocausto
Bolsonaro aproveita crise de Lula com Israel e se diz aliado de judeus e adversário do Hamas
Pode te interessar