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Rio Grande do Sul Após denúncias de 95 mulheres, polícia não descarta que haja novas vítimas de assédio pelo cirurgião plástico de Porto Alegre

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A prisão ocorreu por policiais da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher de Porto Alegre.

Foto: PC/Divulgação
Polícia Civil pediu à Justiça novo prazo para concluir a investigação. (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Depois de deflagrada a Operação Hipócrates, que investiga crimes de abusos sexuais contra diversas mulheres em Porto Alegre, cometidas pelo cirurgião plástico Klaus Wietske Brodbeck, a polícia não descarta a possibilidade de novas vítimas. De acordo com a delegada titular da 1ª Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher de Porto Alegre, aproximadamente 95 vítimas já estão em contato com a Polícia Civil. Em entrevista na tarde deste sábado (17), a delegada Jeiselaure Rocha disse que um número expressivo de mulheres segue contatando a DEAM.

“Após a deflagração da operação, que foram cumpridos mandados de busca e apreensão na clínica e na residência do cirurgião, nós tivemos um número expressivo de mulheres que estão em contato com a Polícia Civil para fazer denúncias de condutas muito semelhantes a que já registramos na primeira fase da operação”, informou a policial.

Conforme as investigações, a Polícia alega que os crimes estão caracterizados, já que ficou claro nas denúncias que “os limites da conduta adequada de um profissional da saúde foram ultrapassados”. De acordo com a delegada, há provas contundentes, como exames e perícias de outros inquéritos que estavam em andamento, que já compõem a Operação Hipócrates.

Jeiselaure ainda comentou durante a entrevista, que as vítimas estão sendo orientadas quanto a coleta de provas, como prontuários e receitas, e também em relação a atendimento psicológico.

Além do Rio Grande do Sul, também há vítimas do cirurgião de outros Estados como Minas Gerais, São Paulo e Santa Catarina, entre outros.

Klaus foi preso na noite da sexta-feira (16) em sua casa em Gramado, na serra gaúcha.

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