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Política Após divulgação de reunião ministerial, o ex-ministro Sérgio Moro diz que “a verdade foi dita”

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O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro disse que “a verdade foi dita, exposta em vídeo, mensagens, depoimentos e comprovada com fatos posteriores”. (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

O ex-ministro da Justiça e Segurança Pública Sérgio Moro comentou, nesta sexta-feira (22), a divulgação do vídeo de uma reunião ministerial do dia 22 de abril, no Palácio do Planalto.

A verdade foi dita, exposta em vídeo, mensagens, depoimentos e comprovada com fatos posteriores, como a demissão do Diretor Geral da PF e a troca na superintendência do RJ. Quanto a outros temas exibidos no vídeo, cada um pode fazer a sua avaliação”, escreveu ele, em sua conta no Twitter.

A declaração foi feita após o ministro Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberar o acesso ao vídeo da reunião ministerial. A decisão foi tomada no Inquérito (INQ) 4831, em que se apuram declarações feitas pelo ex-ministro Sérgio Moro acerca de suposta tentativa do presidente Jair Bolsonaro de interferir politicamente na Polícia Federal. Com a decisão, qualquer cidadão poderá ter acesso ao conteúdo do encontro de ministros com o presidente Jair Bolsonaro.

Determino o levantamento da nota de sigilo imposta em despacho por mim proferido no dia 08/05/2020 (Petição nº 29.860/2020), liberando integralmente, em consequência, tanto o conteúdo do vídeo da reunião ministerial de 22/04/2020, no Palácio do Planalto, quanto o teor da degravação referente a mencionado encontro de Ministros de Estado e de outras autoridades”, declarou o ministro na sua decisão.

O decano autorizou o acesso à íntegra da degravação do vídeo. A única restrição imposta foi a trechos específicos em que há referência a dois países com os quais o Brasil mantém relação diplomática. Segundo Celso de Mello, a divulgação, na íntegra, se baseia no “direito à ampla defesa, o direito à prova e o direito à paridade de armas”.

 

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