Quinta-feira, 11 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 22 de agosto de 2016
Após completar cem dias à frente do governo e chegar à reta final do processo de impeachment de Dilma Rousseff, o presidente interino Michel Temer planeja ações para combater o ceticismo de empresários e aliados insatisfeitos com a maneira como tem conduzido o ajuste nas contas públicas, considerado essencial para a recuperação da economia do País.
Dois empresários que estiveram recentemente com Temer disseram que o governo recuou diante de todas as corporações que até aqui reagiram contra medidas propostas pelo governo. Eles acham que, se Temer continuar assim, poderá chegar ao fim do seu mandato em situação semelhante à do ex-presidente José Sarney (1985-1990), que encerrou seu governo com a inflação em alta e a popularidade no chão.
Em conversas recentes com empresários e líderes tucanos que lhe fizeram cobranças desse tipo, Temer afirmou que a interinidade impõe limites à sua atuação e prometeu que, depois que o processo de impeachment acabar, será ele quem irá cobrar dos aliados a aprovação de medidas econômicas impopulares.
O julgamento da presidenta afastada pelo Senado iniciará na quinta-feira (25) e deve ser concluído até o dia 31. Se Dilma for condenada, Temer deixará de ser interino e terá a missão de governar o País até o fim do mandato da petista, em 2018.
Os empresários disseram estar dispostos a dar um voto de confiança a Temer, mas afirmaram que o governo poderia ter sido menos hesitante mesmo durante o atual período de interinidade. Para um assessor presidencial, Temer exibiu até aqui sua habilidade para a conciliação política, mas está disposto a contrariar interesses depois que assumir a Presidência em caráter definitivo, se for necessário. (Folhapress)
Os comentários estão desativados.